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Correio da Manhã

Cultura
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Vida é um jogo em ‘4 Copas’ (COM TRAILER)

O jogo, a traição, a paixão. ‘4 Copas’, filme do português Manuel Mozos que estreia hoje, fala da compulsão do jogo, das relações, da vida tal como ela é.
20 de Agosto de 2009 às 00:30
Aos 25 anos, Rita Martins protagoniza a sua segunda longa-metragem numa história familiar e realista
Aos 25 anos, Rita Martins protagoniza a sua segunda longa-metragem numa história familiar e realista FOTO: D.R.

'É um filme muito fresco e simples, de personagens', resume a protagonista, Rita Martins, 25 anos a ferver nas primeiras passadas no grande ecrã, depois da estreia em ‘Lavada em Lágrimas’ (2006).

Agora ela é o epicentro de ‘4 Copas’, filme mundano, de um quotidiano bem português. 'A Diana tem um amor tão incondicional pelo pai (João Lagarto) que, quando vê a madrasta (Margarida Marinho) com um amante (Filipe Duarte), aproxima-se dele para resolver as coisas à sua maneira. E acaba por se envolver', conta a actriz, também psicóloga, formação que a ajuda 'a colocar-se no papel do outro'. No jogo dos afectos de ‘4 Copas’, frisa o realizador, 'vira-se o feitiço contra o feiticeiro'.

O título remete 'para o naipe de cartas e o símbolo do coração, num jogo com personagens de quatro gerações. Além disso, o filme aborda o tema do jogo', sintetiza o cineasta português. O jogo na vertente saudável e simplista – o desporto, os flippers – e na mais complexa – a compulsão.

Rodado há quatro anos, é na escalada – desporto praticado pelo par mais jovem – que pontifica a Natureza, em paisagens que fogem a Lisboa, cidade usual nos filmes de Mozos. Este, surpreende sobretudo pela 'fotogenia e entrega' da actriz principal e pela história de vida de 'pessoas comuns', imperfeitas. Como todos nós.

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