Mulheres, música e solidariedade – eis as bases do concerto de beneficência organizado pela associação Novo Futuro, que se realiza hoje, Dia Internacional da Mulher, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, às 22h00, com um elenco de luxo, do qual fazem parte Manuela Azevedo e Cuca Roseta.<br/>
A vocalista dos Clã e a fadista vão juntar-se a Mafalda Veiga, Simone de Oliveira, Luísa Sobral e Mariza Liz (dos Amor Electro) para um espetáculo solidário, cujas receitas revertem na íntegra para a instituição.
"Todos os artistas devem unir-se por estas causas", disse Cuca Roseta ao CM.
Manuela Azevedo não esquece o impacto destas iniciativas nos músicos: "Para nós, é sempre enriquecedor poder colaborar nestas ações e ajudar o País."
A associação Novo Futuro tem a seu cargo oito lares e 75 crianças, muitas vezes vítimas de abusos e violência. Como há muitas despesas, estes eventos são indispensáveis.
"Há necessidade de estar sempre a ganhar dinheiro", esclarece Ana Gomes, diretora técnica dos lares da instituição.
Apesar de o espetáculo estar marcado para o dia dedicado às mulheres, Ana Gomes diz que esta foi apenas "uma coincidência feliz". No entanto, as duas artistas afirmam que é sempre bom enaltecer esta data. "Temos de ganhar cada vez mais força e tentar erradicar o machismo", sublinha Cuca Roseta.
"As mulheres são muito complexas e ricas. Ser mulher faz parte da nossa personalidade", conclui a vocalista dos Clã.
Fadista canta esta noite no concerto da associação Novo Futuro
Cuca Roseta: “Sou uma mulher lutadora”
Cuca Roseta é uma das mulheres que vai participar no concerto Novo Futuro, organizado pela associação homónima, que se realiza esta noite, no Dia Internacional da Mulher, pelas 22h00, no Pavilhão Atlântico em Lisboa. Ao CM, a fadista mostrou-se contente por poder ajudar esta associação que se dedica a acolher crianças com dificuldades financeiras e sociais.
O que pode revelar sobre o alinhamento deste concerto?
Cuca Roseta – Vai haver duetos entre nós. Eu vou fazer um com a Mafalda Veiga. Nunca trabalhei com ela e vamos cantar uma música que não é minha nem dela. Estou muito contente por ter surgido esta parceria.
O que pensa sobre o trabalho da associação Novo Futuro?
– Acho incrível. É uma das associações que recebe mais respostas e isso acontece também graças a iniciativas como esta. As diretoras estão sempre a fazer coisas para conseguirem ajudar cada vez mais pessoas. Acho que estas lutas deveriam ser um exemplo para outras organizações.
O concerto é no Dia da Mulher. Fale-me sobre o sexo feminino: como acha que tem evoluído o papel da mulher na sociedade?
– Hoje em dia, já existem muitas mulheres que são grandes líderes e, comparando com o antigamente, já há mais respeito. Mas acho que devemos sempre celebrar este dia de forma a ganharmos cada vez mais força e a conseguir combater o machismo que, infelizmente, ainda existe.
Que tipo de mulher é a Cuca?
– Sou uma mulher que, por seguir o seu instinto, não tem medo do que possa surgir. Sou uma mulher lutadora.
Vocalista dos Clã canta esta noite no Pavilhão Atlântico
Manuela Azevedo: “As mulheres são seres complexos”
A vocalista dos Clã, Manuela Azevedo, é uma das artistas que compõe o elenco do concerto organizado pela associação Novo Futuro, uma instituição cujo objetivo é ajudar crianças desfavorecidas.
O que a levou a participar nesta iniciativa?
Manuela Azevedo – Para nós artistas é sempre bom e enriquecedor poder de alguma forma colaborar em ações de solidariedade e ajudar o País e as pessoas. Esta associação fez um trabalho muito valioso. Tendo a seu cargo 75 meninos e meninas, dos 7 aos 20 anos, esta instituição faz um trabalho excepcional, executando um acompanhamento muito pessoal durante toda a sua vida. Pode parecer que estão a ajudar poucas pessoas, mas estão a fazê-lo de uma forma sólida.
Acha que hoje uma mulher é tratada da mesma maneira que um homem?
– Depende do que se pensa ser a sociedade moderna. Felizmente em Portugal temos feito um caminho rumo a uma maior igualdade de géneros, mas não é algo que esteja completamente conquistado, uma vez que existem muitos preconceitos culturais. Mas existem outros pontos do Mundo onde as mulheres sofrem muito… nos quais não têm direito a aspectos fundamentais à vida, como a liberdade de expressão, o direitos a tomar decisões quanto ao seu futuro, entre outras.
Mas em Portugal já existe um equilíbrio?
– Acho que têm sido feitas grandes conquistas, mas não creio que exista um equilíbrio. Mais por motivos culturais do que legais, pois felizmente em Portugal não existe nenhum documento legal que impeça uma mulher de fazer o mesmo que um homem.
E como se define a Manuela Azevedo enquanto mulher?
– As mulheres são seres humanos muito complexos e ricos. Acho que ser mulher é um aspecto muito importante na definição da nossa personalidade. No geral, sou uma rapariga tímida, uma moça que gosta do campo e do sossego e que é muito feliz na profissão que tem. Acho que sou uma mulher realizada.
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