"Vi o Bas Dost chorar. Vi o mister caído no corredor": o relato de Podence sobre o ataque a Alcochete
Daniel Podence foi esta quinta-feira ouvido no Tribunal de Monsanto.
As testemunhas arroladas no julgamento ao ataque a Alcochete regressam esta quinta-feira ao tribunal. O médico Virgílio Abreu, o ex-jogador do Sporting Daniel Podence e o funcionário Ricardo Vás vão ser ouvidos na 12.º sessão do julgamento, no Tribunal de Monsanto.
Daniel Podence vai ser ouvido por vídeoconferência.
Ao minuto: 17h05 - 15h19 - 15h08 14h56 -
"Vi o Bas Dost chorar. O mister estava desnorteado. Notava que tinha sido batido. Estava amassado. Vi o mister caído no corredor quando sai", diz afirmando que não sabe como é que ele caiu porque não viu a agressão.
"Vi o Jesus e o William depois a falarem com um grupo da claque que estava com a cara destapada. Um deles sei que era o Aleluoa", acrescenta. "Tive receio de tudo. De levar socos com um cinto na cara, de levar com tacos. Disseram: 'não ganhem domingo que vão ver'", diz Podence. 14h43 14h35 -
"Estava na zona do cacifo. O Bataglia levou socos. O Patrício levantou-se. Foi cercado também. Lembro-me de ver um barril de águas. Mandaram contra o Rui Patrício. Acenderam tochas no balneário, talvez duas", continua o jogador. 14h28 -
"Vi-os entrar. Foi muito rápido. Foram em direção ao William", afirma. 11h20 - Pausa para almoço 10h58 - 10h50 - Médico Virgílio Abreu diz ter visto Frederico Varandas a desviar-se de uma tocha 10h47 -
11h20 - Pausa para almoço
10h50 - Médico Virgílio Abreu diz ter visto Frederico Varandas a desviar-se de uma tocha
Uma família bem formada, educada. Todos sócios do Sporting desde que nasceram. O Afonso é um jovem que desde sempre foi bom aluno, educado, correto. Integrado. Ás vezes o futebol trás comportamentos desajustados. Pelo seu trajeto não era previsível. Às vezes com determinada idade estamos em situações que não queríamos. É uma família exemplar. Todos sofreram.", afirma.
10h43 - O médico conta ainda, com a ajuda de algumas fotos, o espaço da Academia. "Pensei que iam para o relvado. Nunca pensei que fossem para o balneário. É uma zona sagrada", conta.
10h31 - "Fui à reunião no dia anterior ao ataque. Ouvi as palavras 'se estão comigo, independemente do que aconteceu.'", afirma o médico Virgílio Abreu. "Fiquei muito cético. Disse ao Varandas para ele estar também. Tudo era atípico. A situação era instável", continua.
"Achei tudo estranho. Não sei explicar. Era tudo sem grande sentido. Achei melhor estarmos todos juntos", acrescenta.
O médico afirma que não viu o Bas Dost a ser ferido porque lançaram uma tocha e ficou tudo cheio de fumo. Conta que quando olhou, o Bas Dost já estava a sangrar. "Pensei, isto passou das marcas", disse afirmando que o levou a ser assistido.
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