DEFESA BRASILEIRA METE ÁGUA
A defesa do Brasil mostrou ontem frente à Costa Rica que é o sector mais permeável da selecção de Felipe Scolari. Sofreu dois golos e poderia ter encaixado quatro ou cinco, caso os avançados costariquenhos tivessem mais calma no momento de culminar as várias jogadas que os colocaram frente ao guarda-redes Marcos.
Apesar dessa permeabilidade, o ataque (com Ronaldo a estar cada vez mais em forma) compensa tudo. Ontem, marcou cinco golos e garantiu uma vitória que deu aos “canarinhos” o primeiro lugar no grupo C e a possibilidade de discutir com a Rússia, Bélgica ou Japão o acesso aos quartos-de-final.
Frente à Costa Rica, os brasileiros entraram de rompante, mas apanharam um susto (8m), quando Wright, de cabeça, rematou a escassos centímetros da barra. Na resposta, porém, abriram o marcador. Edilson cruzou da esquerda. Ronaldo embrulhou-se com os centrais, sobrando a bola para Marin tocar para o fundo das próprias redes. Aos 12, o 2-0: canto de Rivaldo para Ronaldo, na área, rodeado de opositores, remata rasteiro, sem hipóteses para Erick Lonnis.
A Costa Rica não se foi abaixo e, no minuto 13, Centeno, cara a cara com Marcos, falhou escandalosamente o 1-2. Uma jogada que deixou claro que a defesa do Brasil apresentava falhas no posicionamento, situação que se viria a repetir (28m), quando Wright, livre de marcação, cabeceou por cima da barra. Antes do intervalo, Edmilson marcou o 3-0, num estupendo remate em vólei, e a Costa Rica o 1-3, por Wanchope.
A selecção de Alexandre Gimarães entrou a dar baile na segunda parte. Com o adversário a ver jogar e remetido à defesa, construiu inúmeras jogadas de perigo e conseguiu mesmo reduzir, no minuto 56, por Ronald Gomez. Outra jogada onde ficaram bem patentes as falhas de marcação da defesa brasileira. Este lance, no entanto, foi o canto do cisne da Costa Rica. Com Scolari aos berros no banco, o Brasil pegou no jogo, foi para o ataque, marcou mais dois golos e perdeu outros tantos.
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