Emoção no adeus a Bruno
O silêncio das lágrimas apenas cortado pelo choro sufocado, espelhou o sentimento dos cerca de dois milhares de pessoas que ontem integraram o cortejo fúnebre do malogrado ciclista Bruno Neves, de 26 anos, que morreu domingo na sequência de uma queda na Clássica velocipédica de Amarante.
Nos momentos que antecederam a saída da urna para a Igreja Matriz de Nogueira do Cravo, Oliveira de Azeméis, a fila de amigos que queriam dar os sentimentos à família enlutada chegou a ter mais de uma centena de metros, por isso passavam já dez minutos das 17h30, quando seis ciclistas da LA MSS, colegas de Bruno, carregaram a urna entre a capela mortuária e a igreja.
"É brutal morrer-se assim aos 26 anos", foram as únicas palavras de Artur Lopes, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, enquanto o director desportivo da LA MSS, Manuel Zeferino, pedia desculpas, por não ser capaz de dizer nada, visivelmente comovido.
Num esforço para conter as lágrimas, o presidente da Liga Profissional de Futebol, Hermínio Loureiro, amigo pessoal do ciclista, recordou que Bruno Neves lhe telefonava sempre no final das provas e que "andavaradiante, por estar perto de realizar o sonho dos Jogos Olímpicos". Todas as equipas de ciclismo estiveram presentes.
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