Fim dos testes obrigatórios ao coronavírus no futebol
Jogos entre equipas de zona de transmissão comunitária ativa é que se recomenda teste aleatório 48 horas antes.
Os testes obrigatórios à Covid-19 no futebol chegaram ao fim.
Agora, só em caso de jogos entre equipas de uma zona de transmissão comunitária ativa é que a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda um teste aleatório até 48 horas antes da realização das partidas.
A DGS difundiu esta terça-feira uma nota de orientação para o regresso aos treinos e competições em Portugal. O documento divide as modalidades em três riscos de contágio: alto, médio e baixo. Neste último caso incluem-se os desportos individuais sem contacto físico, entre outros.
O futebol, tal como o andebol, basquetebol, voleibol e hóquei em patins são algumas das disciplinas que enquadram a lista denominada de médio risco. As artes marciais, o râguebi, as danças, patinagem artística (pares), polo-aquático e ginástica acrobática, por exemplo, integram o grupo chamado de alto risco. Neste último segmento, a DGS recomenda a realização de testes 48 horas antes das competições.
As federações, clubes e promotores de espetáculos desportivos, segundo o documento da autoridade sanitária, deverão pugnar pelo “aumento da periodicidade, pessoas a testar e número de testes moleculares sempre que as características da modalidade assim o exijam”.
A identificação de um caso positivo, mesmo que assintomático, tem de ser comunicada à autoridade de saúde. O praticante, com resultado positivo, terá de ficar isolado e, portanto, privado de participar em treinos e competições até que esteja livre de infeção, explica a DGS. Por si só, um caso positivo não significará obrigatoriamente o isolamento coletivo das equipas.
Recorde-se que, na retoma da Liga de futebol, os jogadores eram todos testados antes de cada jogo.
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