Jaime Marta Soares admite AG para destituir Bruno de Carvalho
Presidente da Mesa da Assembleia Geral está demissionário mas mantém "todos os poderes".
Apesar de estar demissionário Jaime Marta Soares garantiu que, como presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting, mantém estatutariamente todos os poderes e adiantou que, caso não consiga que Bruno de Carvalho saia pelo próprio pé, vai ponderar marcar uma AG para destituí-lo.
"O poder não cai na rua, MAG mantém os mesmos poderes. Não conseguindo que Bruno de Carvalho saia é isso que temos de fazer: uma assembleia geral com nota de culpa para a destituição. Não disse que ia marcar mas tenho de analisar. A MAG não molda a bel-prazer as regras estatutárias. Tenho legitimidade de marcar uma AG em que se diga que a nota de culpa para destituição é esta", disse Marta Soares à TVI24 após o comunicado do presidene a garantir que se iria manter em funções, deixando-lhe um apelo: "Que ele refletisse e apresentasse a demissão. Está isolado."
Depois das demissões em bloco na MAG e no Conselho Fiscal e Disciplinar, Marta Soares explicou que terá de marcar eleições mais restritas: "A mesa continua, se sai, cai o poder na rua. Vou manter-me em funções até que marque eleições para os dois órgãos. Se caísse o Conselho Diretivo, eu nomeava uma Comissão de Gestão. Estamos demitidos e vamos fazer eleições para esses dois órgãos."
Assembleia para dar a palvara aos sócios
"A direção entende que tem condições para continuar. Essa não é a nossa linha de pensamento. Tenho que analisar esta situação com os restantes membros da Assembleia Geral, mas teremos que dar o mais cedo possível a palavra aos sócios para decidir", afirmou Marta Soares .
Marta Soares lembrou que os "estatutos do clube têm sempre que ser respeitados" e negou que os membros da Mesa da Assembleia Geral tenham rejeitado na quarta-feira uma reunião com Bruno de Carvalho e restantes direção.
"Não houve qualquer convite atempado para uma reunião. A Mesa estava reunida e subitamente ouve um telefone a perguntar se podíamos passar por uma reunião da direção. Isso não lembra nem ao diabo. Até houve alguns membros que ficaram ofendidos", contou.
O dirigente 'leonino' voltou a lembrar que nos acontecimentos de Alcochete os jogadores recusaram falar com Bruno de Carvalho e que a sua continuidade pode ter um efeito "muito negativo" no clube.
"Não há condições para ele continuar. Há muito que vai necessário reparar e com Bruno de Carvalho não vai ser possível", frisou.
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