Messi deixa 'Barça' em estado de choque ao anunciar saída do clube

Advogados discutem agora se o prolongamento da temporada permite ao argentino a rescisão de contrato.

27 de agosto de 2020 às 08:28
Messi
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Barcelona está em estado de choque. O ídolo do clube catalão, Messi, é o culpado.

Um dia depois de Ronald Koeman dizer a Luis Suárez que não contava com o uruguaio para a nova época, Messi não pensou duas vezes: avisou o Barcelona, onde entrou há duas décadas, tinha 13 anos, que a sua história na Catalunha terminara. O avançado e amigo fora despachado, mas ele também não ficaria, em Camp Nou, a remoer, a pensar na goleada (8-2) imposta pelo Bayern numa época para esquecer.

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O argentino anunciou a intenção de rescindir contrato e comunicou que não comparecerá nos treinos, que se iniciam segunda-feira. O vínculo tem uma cláusula que lhe permite sair no final de cada época, num prazo definido.

O Barcelona alega que o prazo expirou a 10 de junho, considerando assim o contrato com Messi, que tem um cláusula de rescisão de 700 milhões de euros, válido até junho de 2021. Os advogados do astro argumentam que, fruto do prolongamento da época em consequência da Covid-19, o contrato pode ser rescindido.

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Enquanto o futuro do seis vezes melhor jogador do Mundo não fica traçado, os adeptos do Barça pedem a demissão do presidente, Josep Bartomeu, Figo, que, em 2000, trocou os blaugrana pelo Real Madrid, fala de "outro momento histórico" como o que viveu e Quim Torra, presidente da Catalunha, já disse a Messi que a comunidade autónoma "será sempre a sua casa".

Os advogados vão entrar em campo para decidir onde Messi jogará. E os candidatos à contratação do avançado terão de fazer bem as contas: pelos milhões de euros e pelo fair play financeiro. City (com dinheiro dos Emirados) e PSG (com verbas do Qatar) estão debaixo do olho da UEFA. O Inter ( de um chinês) e o United (presidido pelo norte-americano Joel Glazer) não têm o problema do escrutínio do organismo do futebol europeu.

Razões para a saída

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1. As palavras do novo treinador, Ronald Koeman, segundo o jornal ‘Olé’: "Acabaram-se os privilégios no plantel, têm de fazer tudo pela equipa. Vou ser inflexível. Têm de pensar na equipa".

2. O modo como a direção está a tratar alguns colegas, particularmente o melhor amigo, Luis Suárez.

3. O momento da saída do técnico Ernesto Valverde e a opção por Quique Sétien.

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4. A relação com a direção do Barça.

5.A não contratação de Neymar.

6. A derrota história (8-2) infligida pelo Bayern nas ‘meias’ da Champions impediu-o de chegar à quinta conquista da prova.

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Trincão: "Quero que fique"

Trincão, apresentado esta quarta-feira pelo Barça, assumiu o desejo de fazer história no clube. Sobre Messi, o ex-Sp. Braga afirmou: "Claro que quero que fique".

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