NOITADA VAI CUSTAR SETE MIL EUROS

A noitada de Miguel e Petit, na madrugada de segunda-feira, numa discoteca em Lisboa, vai custar-lhes sete mil euros. Após terem tomado conhecimento do sucedido, os responsáveis da SAD do Benfica, sustentados no regulamento interno do clube da Luz, decidiram aplicar uma multa aos dois jogadores.

18 de setembro de 2003 às 00:00
NOITADA VAI CUSTAR SETE MIL EUROS Foto: d.r.
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Recorde-se que o referido regulamento obriga os jogadores a recolherem diariamente às suas casas até à meia-noite. Assim o comportamento de Miguel e Petit pode ser considerado, segundo o mesmo documento como “uma falta disciplinar grave” o que significa a aplicação de uma multa correspondente a “um por cento da sua retribuição anual ilíquida [14 meses]”.

Com base na declaração de remunerações entregue pelo Benfica à Segurança Social na última época, pode-se calcular que Petit pagará 5250 euros, enquanto Miguel terá que desembolsar 1850 euros, uma quantia irrisória perante o vencimento mensal de ambos os atletas (37 mil e 13 mil euros respectivamente).

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A decisão foi transmitida ontem de manhã a José Antonio Camacho por António Simões, director-geral dos ‘encarnados’, durante uma conversa no treino em Massamá. Apesar de descontente com o comportamento dos atletas, o treinador espanhol já deu o assunto por encerrado, descartando um eventual castigo no plano desportivo.

O CM tentou obter uma reacção oficial do clube da Luz, mas João Malheiro, director de comunicação, afirmou: “Este assunto pertence ao foro interno do clube e o Benfica não fará qualquer comentário”.

O QUE DIZ O REGULAMENTO

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Art. 8.º – 3. A frequência nocturna de estabelecimentos de diversão pode constituir violação grave ao dever de disciplina na vida pessoal e, como tal, falta disciplinar grave, dependendo esta qualificação da hora em que o facto se registou, da reiteração de tal conduta e das responsabilidades acrescidas decorrentes do calendário desportivo.

4. Os jogadores terão de recolher às suas residências até às 24 horas de cada dia, constituindo a violação desta norma, violação do dever de disciplina na vida pessoal.

Art. 15.º – 1. Os jogadores cumprirão as penalidades que lhes forem determinadas, pelo pagamento à SAD das seguintes quantias: (...) b) Por cada falta grave a quantia correspondente a um por cento da sua retribuição anual líquida.

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NUNO GOMES REGRESSA EM OUTUBRO

Nuno Gomes esteve ontem em Antuérpia, na companhia de Pedro Magro, médico do Benfica, para ser observado por Marc Maertens, ortopedista que o operou à cartilagem do tornozelo esquerdo, e regressou a Lisboa com boas notícias. “A consulta correu muito bem.

O doutor Maertens disse-me que estava quase bom e que, se as coisas continuarem a evoluir como até agora, dentro de aproximadamente 15 dias poderei começar a trabalhar com os meus colegas. Acima de tudo estou tranquilo por estes momentos estarem a acabar e ansioso para poder treinar novamente”, confidenciou o jogador ao CM. Por agora, Nuno Gomes vai cumprir a última etapa do programa de recuperação elaborado pelo fisioterapeuta António Gaspar, antes de regressar finalmente aos treinos com bola com os restantes colegas.

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Entretanto Geovanni, a contas com uma contractura muscular na coxa direita, continua a ser a principal preocupação de José Antonio Camacho para o ‘clássico’ deste fim-de-semana frente ao FC Porto no Estádio das Antas. Ontem o jogador saiu mais cedo e caso não recupere a tempo, o jovem João Pereira ocupará o seu lugar frente aos ‘dragões’. Já Simão Sabrosa está completamente recuperado de uma lesão no tornozelo e deverá mesmo regressar à titularidade na próxima jornada.

Finalmente, os bilhetes para o jogo da Taça UEFA (24/09), com o La Louvière (Bélgica), estão desde ontem à venda. Os ingressos podem ser adquiridos nas bilheteiras situadas nas escadas entre a Rua dos Soeiros e o Estádio da Luz, e custam entre 40 e 25 euros.

216 MIL EUROS PARA ELÁDIO PARAMÉS

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O Benfica foi ontem condenado a pagar 216 mil euros a Eládio Paramés, valor respeitante à indemnização pelo despedimento do antigo director de comunicação do clube.

Paramés tinha em seu poder uma letra passada por Vale e Azevedo no valor de 200 mil euros e solicitou aos tribunais a execução da mesma. O clube recusou-se a pagar, embargando a sua execução e agora terá que fazer o depósito em tribunal do valor da dívida que, acrescido de juros, perfaz um total de 216 mil euros.

O clube tem 30 dias para recorrer mas isso não pára a execução da dívida.

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