'Saco azul': Vieira e Benfica absolvidos de todas as acusações

Dúvida determinante para a decisão poderia ter sido esclarecida se tivesse sido feita uma perícia forense.

24 de abril de 2026 às 01:30
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Um resumo, muito resumido, que levou a que durasse poucos minutos a leitura da decisão judicial que absolveu tudo e todos, no processo que ficou conhecido como ‘saco azul’ do Benfica. Um caso onde Luís Filipe Vieira, em termos individuais, e Rui Costa, em representação da Benfica SAD e da Benfica Estádio, saem ilibados. “Somente com uma perícia forense feita no início do inquérito poderíamos saber quem fez o quê”, disse o juiz-presidente que lembrou que a mesma não aconteceu: “E, neste momento, volvidos dez anos, é impossível fazê-lo”, afirmou o magistrado que falou várias vezes na dúvida criada nas sessões de julgamento. Por exemplo no que diz respeito à empresa de informática que estava a ser escrutinada, nem sequer se consegue saber se os trabalhos pagos pelo Benfica foram feitos ou não. “Há argumentos que sim e há argumentos que não”.

A dúvida razoável não foi ultrapassada e a decisão final tornou-se inevitável. O que à saída foi realçado por todos os protagonistas como uma vitória. “Hoje é um dia feliz para o Benfica e para os benfiquistas”, garantiu Rui Costa, enquanto Luís Filipe Vieira realçou que o tempo de espera acabou por ‘condenar’ os suspeitos, no tribunal da opinião pública, durante anos. “Dez anos depois acontece isto. Vai acontecer o mesmo noutros processos”, assegurou o ex-presidente dos encarnados.

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Também Rui Patrício, pelo Benfica, e Magalhães e Silva, que representava Luís Filipe Vieira, concordaram no essencial: realçaram a demora, as críticas à investigação e ainda que o ‘saco’ azul nem sequer chegou a ser analisado. “Este foi sempre um processo de fraude fiscal cujo Ministério Público chamou de saco azul, por meras suspeitas”, disse Rui Patrício que, a par de João Medeiros, defendia Rui Costa neste julgamento. Entretanto, o dia ficou também marcado pela queda aparatosa de Luís Filipe Vieira à saída do tribunal. Ladeado por jornalistas, o ex-presidente dos encarnados não reparou num degrau e acabou por cair desamparado, no passeio. Sofreu ferimentos e teve necessidade de receber tratamento hospitalar.

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