Um canto dos ‘bleus’ valeu o bilhete para a final do Mundial
Golpe de cabeça de Umtiti derrotou equipa belga num jogo frenético.
Não deixa de ser curioso. Num relvado repleto de velocistas, foi de bola parada que tudo se resolveu. A chave estava na cabeça de Umtiti, que subiu mais alto do que a concorrência e deu nova final à França - a terceira num Mundial (98 e 2006) nos últimos 20 anos. A Bélgica lutou, mas caiu.
E até começou melhor a equipa de Martínez, que conseguiu anular Pogba e as arrancadas de Mbappé. Na frente, Hazard ia dando trabalho à defensiva gaulesa, com Lloris a sacudir os primeiros momentos de frisson.
Só que, a partir dos 30’, Deschamps encontrou na mobilidade de Griezmann a saída das amarras belgas e, então, passou a ser Courtois chamado à ação, principalmente aos 39’, a fazer a mancha a Pavard.
Placard a zeros, mas emoção no máximo. Ataque, contra-ataque, equilíbrio como nota predominante. Até ao momento do jogo: aos 51’, Umtiti foi um centésimo de segundo mais rápido e saltou um centímetro mais alto do que Fellaini. Como em tantos jogos deste Mundial, foi de bola parada e pela via aérea que França abriu o caminho para a final de Moscovo.
Com o jogo mais aberto, os gauleses podiam ter aumentado – pormenor delicioso de Mbappé (56’) para Giroud - e a Bélgica também nunca desistiu de atirar à baliza. Mas Curtois e Lloris são referências nas redes e nada se alterou. Dois anos depois da desilusão com Portugal, a França sorri.
Espera agora por Croácia ou Inglaterra.
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