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CMVM alerta para riscos de investimento do Benfica

Obrigacionistas devem “ponderar adequadamente” riscos do empréstimo de 35 milhões de euros.

20 de julho de 2021 às 01:30

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O regulador da Bolsa, a CMVM, alertou ontem os investidores do Benfica para os riscos do empréstimo obrigacionista de 35 milhões de euros em curso. A entidade reforçou que está a investigar se existiu “abuso de informação” por parte da SAD encarnada e dos acionistas envolvidos no negócio com John Textor.

“Os investidores devem ponderar adequadamente, perante a informação constante do prospeto e da adenda, a oportunidade de investimento oferecida, bem como a sua disponibilidade para suportar, num cenário adverso, os riscos inerentes a esta oferta”, reagiu o regulador, em comunicado.

A CMVM explicou que, perante a nova informação recolhida, foi criada uma adenda ao prospeto inicial que deve ser analisada. Os obrigacionistas que já investiram têm até esta sexta-feira para cancelar ordens de compra, numa operação que tem sido muito prejudicada pela polémica em torno das águias.

Em causa está o negócio alegadamente orquestrado por Luís Filipe Vieira e José António dos Santos, para vender 25% da SAD benfiquista por 50 milhões de euros ao americano John Textor, sem que tenha sido prestada qualquer informação junto do regulador, como está definido na lei.

A entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias diz agora que “os eventos das últimas semanas evidenciam infrações passíveis de fazer perigar a integridade do funcionamento do mercado de capitais e a proteção dos investidores”. A CMVM concretizou mesmo que terá existido “abuso de informação” por parte do Benfica e das partes ligadas à venda, pelo que continuará a investigar estas mesmas suspeitas. A SAD benfiquista só confirmou a existência do negócio com John Textor cerca de um mês depois de ter sido assinado um contrato de promessa. Para alcançar os 25%, o ‘Rei dos Frangos’ assinara também acordos com José da Conceição Guilherme e com a Quinta de Jugais. Nenhuma dessas operações foi atempadamente comunicada ao regulador. n

Rui Costa assumiu a presidência do Benfica após a saída de Luís Filipe Vieira, mas não reúne consenso entre os portugueses: 58,5% dos inquiridos numa sondagem da Intercampus para o CM e CMTV não sabem ou consideram que Rui Costa não será um bom presidente das águias. Apenas 41,5% acreditam que é uma boa escolha para liderar o clube da Luz.

Sobre a necessidade de haver eleições antecipadas, os entrevistados são claros: uma larga maioria (74,6%) defende a ida antecipada às urnas para legitimar uma nova direção, saída da força dos votos . Do lado oposto, apenas 9,4% dos inquiridos nesta sondagem pensam que esta não é a solução. Luís Filipe Vieira saiu de cena 18 anos depois de assumir a presidência do Benfica.

Rui Costa assumiu as rédeas do clube, depois de Vieira suspender as suas funções como presidente, acabando poucos dias depois por renunciar ao cargo.

Já a decisão de Vieira se demitir da presidência da SAD do Benfica, após ter sido detido no âmbito do caso Cartão Vermelho, vai em linha com as expectavas dos portugueses, que à pergunta ‘Acha que Luís Filipe Vieira tem condições para se manter na presidência do Sport Lisboa e Benfica?’ anteciparam esta saída (88,6%). 

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