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COP está "a fazer tudo" para ultrapassar suspensão da federação de judo

Federação Portuguesa de Judo foi notificada na terça-feira da suspensão por um ano, imposta pela Federação Internacional de Judo, por dívidas ao organismo regulador da modalidade.

28 de maio de 2025 às 15:06

O Comité Olímpico de Portugal (COP) está "a fazer tudo" para encontrar uma solução rápida para ultrapassar a suspensão imposta à Federação Portuguesa de Judo (FPJ), disse esta quarta-feira à Lusa o presidente do organismo, Fernando Gomes.

"Apesar das limitações que temos, por este ser um tema apenas da FPJ, estamos a acompanhar a situação e a fazer tudo o que está ao nosso alcance para encontrar uma solução, tão célere quanto possível, que preserve o nome de Portugal e dos nossos atletas", assinalou o presidente do COP.

A FPJ foi notificada na terça-feira da suspensão por um ano, imposta pela Federação Internacional de Judo (FIJ), devido a dívidas ao organismo regulador da modalidade que perfazem 800.000 euros, a cerca de duas semanas do início dos Mundiais, em Budapeste.

"Sabemos que estas situações podem perturbar quem tem de competir ao mais alto nível, mas estamos a proteger os nossos atletas como podemos para garantir que têm as melhores condições para darem o seu melhor no Mundial do próximo mês", observou Fernando Gomes.

Portugal deverá competir na capital húngara, entre 13 e 18 de junho, com seis judocas, entre os quais o campeão mundial em 2019 e 2021 Jorge Fonseca (-100 kg), a campeã europeia em título Patrícia Sampaio (-78 kg) e a vice-campeã europeia Catarina Costa (-48 kg).

Estão também inscritos Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg) e Taís Pina (-70 kg), que não têm a participação em risco, mas poderão ter de participar sem a bandeira portuguesa, conforme reconheceu à Lusa o presidente da FPJ, Sérgio Pina.

Na decisão disciplinar da FIJ a que a Lusa teve acesso, o organismo internacional detalha o histórico da dívida, que ascende a 800.000 euros e que engloba a contratualização de dois dos quatro Grand Prix (2023 e 2024) que Portugal tinha disputado, no valor de 500.00 euros, acrescidos de uma verba de 300.000 euros referente aos Mundiais de juniores de 2023.

Na sua decisão, a FIJ lembra que "uma Federação membro cujas taxas de adesão ou quaisquer outras taxas, 'royalties' ou dívidas para com a FIJ ou União Continental à qual pertence não forem pagas até 31 de maio de cada ano, não será autorizada a participar nos Jogos Olímpicos, campeonatos mundiais ou qualquer outro evento realizado sob os auspícios da FIJ".

A federação internacional esclarece os avisos sucessivos à FPJ em relação aos valores em dívida, em fevereiro, março e abril, junto com a carta enviada por Sérgio Pina ao organismo, com o enquadramento de dificuldades financeiras no judo nacional.

Posteriormente, a FIJ deu um prazo até 13 de maio à federação portuguesa, que, ainda sem um reforço de apoio estatal, procurou transferir 50.000 euros, que o organismo internacional não recebeu.

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