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Correio da Manhã

Desporto
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As sete vidas de Sá Pinto

Em Alvalade já tocou vários ‘instrumentos’. Agora é o chefe da orquestra.
18 de Fevereiro de 2012 às 00:00
Nomeado na 2.ª feira, apresentado na 3.ª feira
Nomeado na 2.ª feira, apresentado na 3.ª feira FOTO: Inácio Rosa/Lusa

O timing poderá ter surpreendido, mas a chegada de Sá Pinto ao cargo de treinador principal do Sporting é uma espécie de desígnio que estava escrito nas estrelas. Tudo se resumia a uma questão de tempo, tendo em conta o passado deste ex-jogador, que no clube de Alvalade já fez de tudo um pouco. Um verdadeiro artista dos sete ofícios.

Ricardo Sá Pinto nasceu no Porto (10/10/1972). Jogou nos escalões jovens do FC Porto antes de ingressar no Salgueiros. Em Vidal Pinheiro esteve três épocas, onde se destaca como avançado rápido. Na época de 1993/94, o Benfica deslocou-se ao terreno do Salgueiros e perdeu por 1-0. Sá Pinto foi o autor do golo e isso levou o então treinador do Sporting, Carlos Queiroz, a convencer o presidente Sousa Sintra a avançar para a contratação.

Na época seguinte estava em Alvalade. Foi o início de um amor para a vida. A garra do jogador rapidamente conquistou os adeptos. Passa a ser, para eles, ‘Ricardo coração de leão’.

Sá Pinto joga três épocas no Sporting antes de sair para a Real Sociedad, de Espanha, devido ao castigo de um ano aplicado na sequência de uma agressão ao seleccionador nacional Artur Jorge.


Em 2000 regressa e é recebido de braços abertos. Algum tempo depois já é capitão de equipa. Veste a camisola 7, que foi de Figo, mas também ele foi vítima da estranha maldição que paira sobre esta camisola em Alvalade. Lesiona-se com gravidade, fica inactivo durante muito tempo e no regresso ao activo troca o 7 pelo 10. Abandona o clube em 2006, para jogar a última época no Standard Liège (Bélgica).

Volta ao Sporting em 2008 como relações-públicas, uma espécie de embaixador do clube. Em Novembro de 2009 integra a SAD como director desportivo, mas por curto tempo, pois um desentendimento com Liedson, culminado com agressões, precipita a saída do cargo, dois meses depois. Em Junho de 2011 retorna mais uma vez, então como treinador da equipa júnior, ao serviço da qual fez um trabalho meritório. Nesta semana ascendeu ao cargo de treinador principal, após o despedimento de Domingos Paciência.

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