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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Benfica cai na maldição do minuto 92

Golo holandês surgiu no minuto 90+2’, o mesmo em que o portista Kelvin ‘roubou’ o título às águias em 2012/13.

24 de outubro de 2018 às 01:30

O Benfica perdeu esta terça-feira com o Ajax, ao sofrer um golo de Mazraoui no fatídico minuto 90+2’, o mesmo em que o portista Kelvin tirou o título às águias em 2012/13.

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Benfica cai na maldição do minuto 92

Mas o Benfica não merecia este balde de água fria. Disputou a partida olhos nos olhos. Criou oportunidades de golo e anulou as pedras fundamentais dos holandeses. Sentiu-se a falta do castigado Rúben Dias na defesa.

As águias entraram bem no jogo. Rafa está confiante e isso aumenta a nota artística da equipa do Benfica. Boas arrancadas a criarem desequilíbrios. A primeira metade foi jogada em alta rotação pelas duas equipa. Ataques e contra-ataques sucessivos. Alguns passes errados.

Seferovic (5’) viu de Ligt tirar-lhe um golo em cima da linha, numa jogada iniciada por Rafa e onde Salvio, em boa posição, preferiu servir o suíço.

Rafa brilhava na frente, Odysseas lá atrás. Negou um golo a Dolberg (22’) quando este seguia isolado. Valeu ainda o corte de Conti (41’) em cima da linha num remate de Taglliafico.

Na segunda parte, Odysseas (74’) voltou a brilhar, desta feita a defender uma bomba de van de Beek. O empate parecia agradar às duas equipa, quando Conti falhou um corte fácil, que deu origem ao golo, complicando o apuramento do Benfica. 

"Estamos tristes, foi uma crueldade"  

"Estamos tristes, foi uma crueldade. O jogo teve um desfecho inesperado e injusto porque a equipa fez o que tinha a fazer e, como tal, a vitória poderia ter caído para qualquer um dos lados", admitiu ontem Rui Vitória no final do jogo.

O treinador das águias considerou que a equipa encarnada fez uma "boa exibição" e que os seus jogadores não saem "beliscados, apenas com o sentimento de tristeza e revolta".

Questionado sobre as dificuldades da qualificação para a próxima fase, Vitória foi perentório: "Temos capacidade de encarar os jogos olhos nos olhos com qualquer adversário."

ANÁLISE 

Odysseas e Rafa

Não mereciam a derrota. Odysseas voltou a demonstrar toda a sua qualidade, com duas defesas impossíveis. Rafa mostrou-se na montra europeia com boas arrancadas e muita qualidade.

Lento a mexer

Rui Vitória foi lento a mexer na equipa. O ritmo elevado da primeira parte acabou por fazer mossa em alguns jogadores do Benfica. Nos minutos finais essas falhas físicas traduziram-se em erros e, no golo.

Arbitragem

O árbitro francês tentou segurar o jogo com um cartão amarelo madrugador a Jardel, mas depois não adoptou o mesmo critério. Deixou andar e foi criando a revolta nos jogadores. Ficam apenas dúvidas num lance já ao cair do pano, onde Cervi ficou a reclamar uma grande penalidade por falta de de Ligt.

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