O sobrenatural já chegou ao futebol. Se no relvado ninguém pára Cristiano Ronaldo, nada como apelar a forças do Além para derrubar o melhor do Mundo.
Uma mulher, diz-se, recorreu ao esoterismo para lançar uma espécie de maldição sobre Cristiano Ronaldo. Coincidência ou não, o jogador do Real Madrid lesionou-se num tornozelo frente ao Marselha para a Liga dos Campeões, falhou um jogo fora frente ao Sevilha – derrota dos merengues por 2-1 –, voltou a jogar pela selecção nacional diante da Hungria, mas não aguentou meia hora e teve de sair. Desconhece-se se foi bruxedo, mas o certo é que parece ter caído um mau-olhado sobre o internacional português lançado por Pepe, um bruxo espanhol, alegadamente a mando de Paris Hilton, renegada pelo madeirense, embora já se fale também que Nereida, a namorada despeitada, pode estar por detrás desta tramóia.
Mas para ir mais além há mesmo quem acredite cegamente na força do Além.
O Benfica de 2004/05 chegou a ter um sábio – Dembo Cassamá – hospedado no Hotel Zurique a ‘trabalhar’ por fora por um Benfica campeão treinado por Trapattoni, técnico profundamente católico. Chegou a dizer-se que Simão Sabrosa e outros jogadores consultaram o sábio. Desconhece-se se os feitiços produziram resultados, mas o facto é que o Benfica foi campeão no final dessa época, interrompendo um jejum de nove temporadas sem o título.
Muito recentemente foi publicada uma lista dos dez clubes mais embruxados do Mundo. A lista é encabeçada pelo Torino de Itália, já com duas tragédias no historial: em 1949, caiu o avião que transportava a equipa e todos morreram. Em meados da década de 60, o clube de Turim ‘renascia das cinzas’ graças ao talento de um fantástico extremo-direito, Gigi Meroni, que morreu atropelado por um adepto do Torino. Era caso para dizer que mais valia ir à bruxa.
Jorge Silvério, psicólogo especialista na área do Desporto, é daqueles que não acreditam no ditado popular espanhol de que existem bruxas e descredibiliza totalmente as bruxarias. 'Chamar-lhe-ia ‘crenças’. O Desporto sempre foi fértil nestas histórias, pois há muita gente ingénua nesta actividade. Depois, há quem confunda isso com superstições. Eu diria que os atletas têm rotinas pré--competitivas (benzer-se, por exemplo), e o que é perigoso é quando esta fronteira fica demasiado ténue e um atleta pode pensar que pode não cumprir determinado ritual, isso pode afectar o seu rendimento desportivo. O que é mau é quando um atleta se deixa controlar pelas tais superstições', disse ao Correio Sport, acrescentando: 'A superstição pode influir negativamente no rendimento desportivo de um atleta.'
Jorge Silvério não acredita no efeito Pepe: 'Dá-me vontade de rir. Para mim, essa gente são ‘artistas’.'
OLIVEIRA TEMPERAVA BALNEÁRIO COM ALHO
António Oliveira sempre foi conhecido por ser um técnico supersticioso, mas só no Mundial de 2002 passou para a opinião pública esse lado mais místico. O seleccionador espalhava alho no balneário para afastar os maus espíritos, e isto numa altura em que andava de muletas por causa de uma alegada rasteira do adjunto José Romão ao técnico principal, numa brincadeira. Portugal ganhou o jogo após essa ‘encenação’, mas a equipa lusa acabou por levar uma rasteira bem maior da Coreia do Sul e ficou-se pela primeira fase.
PARAPSICÓLOGOS COM LIGAÇÕES AO FUTEBOL
ALEXANDRINO
Primeira incursão do V. Guimarães por técnicas ocultas. No final da época 2000/01, o clube recorreu ao bruxo, que se designa ‘indutor psicológico’, e a verdade é que o clube escapou à descida.
FERNANDO NOGUEIRA
Conhecido por ‘Bruxo de Fafe’, foi ao Sameiro com uma cruz de madeira e símbolos do V. Guimarães antes de os vimaranenses receberem o Benfica em 04/05. O Vitória ganhou esse jogo mas desceu.
DELANE VIEIRA
Pinto da Costa tinha Futre, Madjer e tantos outros, mas terá recorrido ao ‘medium’ Delane Vieira para interceder antes da campanha europeia de 1987. O FC Porto foi campeão europeu e mundial.
SUPERSTIÇÕES
ANTÓNIO MORAIS
O falecido treinador não deixava que o autocarro da equipa fizesse marcha-atrás com os jogadores do Sporting lá dentro.
18
Inácio segurava um terço na mão direita no final da época em que levou o Sporting a interromper jejum de 18 anos
CARLOS QUEIROZ
O seleccionador nacional disse no final do Dinamarca-Portugal (empate a 1): 'No creo en brujas, pero que las hay, las hay.'
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