page view

CASO PAULA FEZ REAL DESPEDIR SECRETÁRIO

O julgamento do ‘caso Paula’, na vertente da queixa apresentada pelo técnico Joaquim Teixeira e pelo jogador Carlos Secretário, conheceu ontem a sua segunda audiência no Tribunal Cível de Oeiras, onde foram ouvidas várias testemunhas como o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o empresário Manuel Barbosa e o prof. Hernâni Gonçalves, entre outros.

22 de fevereiro de 2003 às 00:00

Ao longo de toda a sessão, a acusação procurou mostrar que a divulgação da reportagem da SIC, em Maio de 1997, – a tal que revelou um recambolesco estágio da selecção com um alegado envolvimento de prostitutas – provocou graves danos pessoais e profissionais tanto a Carlos Secretário como a Joaquim Teixeira, que reclamam agora 250 mil ( 50 mil contos) e 350 mil euros (70 mil contos), respectivamente, pelas repercussões negativas que a referida peça teve nas suas carreiras.

O empresário Manuel Barbosa, na altura representante do jogador, referiu que “cerca de 15 dias depois da reportagem” foi contactado por alguém do Real Madrid, uma vez que o clube pretendia “prescindir dos serviços do jogador”.

“A imagem dele ficou denegrida, pois a notícia correu Espanha. O Secretário deixou o Real Madrid exclusivamente por causa dessa reportagem”, garantiu, salientando que o jogador perdeu elevadas somas mo- netárias pelo resto do contrato que não cumpriu, uma vez que “no FC Porto veio ganhar duas vezes menos”.

Também Pinto da Costa, ouvido através de videoconferência a partir do Porto, salientou que o jogador apenas regressou às Antas devido a todo este caso. “A reportagem causou danos gravíssimos ao jogador, quer a nível pessoal, quer a nível profissional.

Não tenho dúvidas que se não fosse isso teria cumprido o contrato com o Real Madrid”, reforçou.

Por sua vez, os advogados de defesa da SIC e de Emídio Rangel procuraram provar que antes da reportagem ser exibida, já Secretário não estava a viver um bom momento em Madrid e que já nem era titular.

Relativamente a Joaquim Teixeira, que no final da época 1997/1998 deixou de ser adjunto do FC Porto, as testemunhas arroladas pela defesa alegaram que, desde a emissão da reportagem da SIC, o técnico teve muitas dificuldades em encontrar colocação noutro clube. Aliás, Rui Neno, empresário FIFA, garantiu que tentou arranjar clube para o técnico, mas sempre que o fez disse ter sentido algum “recuo e retracção por parte destes devido à peça da estação televisiva”.

Para o próximo dia 28, às 09h30, está marcada nova audiência, onde serão ouvidas as testemunhas de Emídio Rangel e Jorge Schnitzer.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8