Diego Capel, o extremo que encantou os sportinguistas na temporada passada e que é vagamente parecido com o primeiro-ministro português – ponha-se uma bandolete presa na testa de Passos Coelho e logo saltarão à vista as semelhanças entre os dois homens -, ficou em estado de grande desconsolo por não ter sido um dos escolhidos por Luis Milla, o seleccionador da equipa olímpica espanhola que vai, certamente, brilhar nos Jogos de Londres que começam daqui a nada.
Capel recebeu através do Twitter inúmeras mensagens de apoio de amigos e de colegas de profissão. Entre elas, vem a propósito destacar a mensagem que Javi Garcia, espanhol como ele, jogando em Portugal como ele mas jogando num clube rival, o Benfica, enviou com rapidez ao rapidíssimo jogador do Sporting. Reza assim: “Dentro de pouco tempo voltas a treinar e mais forte do que nunca!”
Estas coisas são sempre boas de se ver. São educativas, no mínimo. O futebol, na sua essência, encerra rivalidades e histórias de desamores que marcam a sociedade muito para além do simples pontapé na bola e, por isso mesmo, são sempre bem-vindas as manifestações de cordialidade e de respeito, pelo menos em tempo de férias. Não é de crer que os responsáveis do Benfica ou os do Sporting exijam aos seus jogadores, Capel e Garcia, pedidos públicos de desculpas por causa destes amigáveis deleites de conversação entre jogadores de emblemas que historicamente se desprezam.
Aparentemente, esta é uma vantagem social e civilizacional das políticas de comunicação do Benfica e do Sporting. Dirão os catedráticos de outros modos contrários de operar que é por esta e por outras razões que o Benfica e o Sporting nunca mais conseguem enfileirar ao lado do FC Porto como dominadores absolutos e incontestados do futebol português. É que, dentro desta lógica vencedora do conflito permanente, nunca pode haver lugar a lamechices: por exemplo, o belga Defour, jogador do Dragão, revelou ainda recentemente que lhe foi superiormente recomendado que evitasse cumprimentar ou trocar qualquer género de gesto amistoso com o belga Witsel, jogador do Benfica, sempre que ambos se encontrassem na presença de câmaras.
E ainda não se encontrou mezinha para esta doença.
ERRAR É HUMANO
Quando a justiça joga na antecipação
Não foram os italianos que inventaram esta coisa da combinação de resultados em prol da negociata das apostas. Joseph Blatter, o presidente da FIFA, alertou há já muito tempo que o futebol teria de se saber precaver contra o segmento criminoso que via no mundo das apostas um mundo de oportunidades para a viciação. O móbil é o dinheiro, obviamente. E os mobilizados são árbitros, jogadores, intermediários…um elenco grandioso.
Nas semanas que antecederam o último Europeu, a alta sociedade futebolística ficou chocada com as notícias vindas de Itália onde a justiça perseguiu e incriminou um sem número de figuras do “cálcio”, algumas bem proeminentes, que poderão em Tribunal fazer (ou não) prova da sua inocência. A justiça em Itália funciona, dirão todos, e não olha a caras quando se trata de engaiolar os prevaricadores.
Serão estes episódios de vigarice exclusivamente apanágio dos latinos do Sul? Não. Na Noruega também há destas coisas. No domingo passado a Federação Norueguesa de futebol, por suspeitar de uma combinação de resultado num jogo da II divisão, entre o Ullensaken e o Ham Kam nem permitiu que o jogo se realizasse. A justiça em Itália é boa mas, francamente, sempre gosto mais da justiça escandinava que joga tudo na antecipação.
POSITIVO
Drogba sem rival
No século XXI não houve, por enquanto, goleador mais eficaz do que o costa-marfinense Didier Drogba. Quem o diz é a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol.
Mancini reforçado
O Manchester City quebrou um jejum de meio século voltando a conquistar o título inglês no tempo de descontos da última jornada da prova e o seu treinador parte para esta época “reforçado” com um novo contrato até 2015.
NEGATIVO
Maradona despedido
Terminou sem glória a passagem do treinador Diego Armando Maradona pelo Al Wasl dos Emirados Árabes Unidos. O argentino e toda a sua equipa técnica foram despedidos pelo sheik de serviço.
Pérola
“Não vou deixar pedra sobre pedra.”
Sunil Chhetri
Tem 27 anos e chamam-lhe “o bombardeiro de Deli” no seu país, a Índia. È o segundo jogador de futebol indiano a tentar uma aventura no futebol europeu, depois de Baichung Bhutia ter experimentado os escalões secundários do futebol inglês entre 1999 e 2002. Sunil vai integrar a equipa B do Sporting.
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