Brinde do guarda-redes Marchesín, no início da segunda parte, abre caminho para derrota dos dragões no regresso à competição.
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Um erro de principiante do guarda-redes Marchesín abriu caminho para a desastrada retoma do FC Porto na Liga. Há 88 dias, a equipa de Conceição tinha empatado com o Rio Ave, no Dragão. A paragem forçada de pouco lhe serviu, pois ontem, em Famalicão, fez ainda pior. Perdeu e deixou a liderança em risco, à mercê do Benfica, que esta quinta-feira recebe o Tondela na Luz.
No regresso do campeonato, o FC Porto evidenciou carências várias. Especialmente na segunda parte, em que não conseguiu encontrar soluções para dar a volta ao texto. Faltam ideias e capacidade de superação.
O FC Porto até entrou melhor no jogo. Com Corona em plano de destaque, a empurrar a equipa desde a lateral direita, a formação de azul e branco (ontem integralmente de azul) criou a ideia de que poderia facilmente chegar ao golo.
Algum desleixo famalicense nas marcações acentuava o desequilíbrio. Que só não ficou registado no marcador aos 11’ devido à boa intervenção de Defendi, a opor-se bem a Marega. Nesta fase do jogo, o Famalicão sentia enormes dificuldades em sair a jogar com a bola. Só aos 20’ a formação minhota deitou a cabeça de fora, através de uma jogada individual de Pedro Gonçalves. Logo a seguir é Luis Díaz quem desperdiça, mas nesta altura o FC Porto começa a baixar o ritmo.
Aos 31’ uma desatenção de Pepe esteve na origem de um lance polémico. Após mau atraso para Marchesín, dá um toque com o calcanhar em Diogo Gonçalves dentro da área. Penálti por assinalar.
A segunda parte inicia-se com o disparate de Marchesín. O FC Porto começava aqui a ver a vida a andar para trás. Demorou a reagir, mas ainda conseguiu chegar ao empate, por Corona.
Insuficiente, contudo, para reorganizar as tropas. O Famalicão, num lance rápido de ataque, faz o 2-1 por Pedro Gonçalves. E fecha o resultado. No regresso da Liga, falsa partida para o dragão.
Análise
Bom futebol do Famalicão
O Famalicão entrou mal no jogo, mas soube recompor-se e deixou claro que é uma das equipas que melhor futebol tem jogado neste campeonato. Além disso, está a projetar algumas estrelas.
Erro de Marchesín
Guarda-redes experiente, Marchesín cometeu um erro de principiante, no lance do golo do Famalicão. Acossado por Toni Martínez, fez uma assistência perfeita para Fábio Martins marcar facilmente.
Penálti de Pepe
Nuno Almeida entendeu não ter havido falta no toque de Pepe a Diogo Gonçalves, aos 31 minutos, dentro da área do FC Porto.
Reclamaram penálti os famalicenses, e com razão. Há intenção mal disfarçada do central luso-brasileiro, pois a forma como arrasta o pé é tudo menos inocente. O VAR também foi na conversa.
Super Dragões a 100 metros do estádio
Cerca de 300 elementos da claque Super Dragões ficaram ontem na zona definida pela Polícia, ou seja, a cerca de 100 metros do estádio em Famalicão. Pelo perímetro traçado pela autoridade policial, que se apresentou com um dispositivo musculado, só passaram os autocarros das equipas, elementos do staff e dirigentes.
A claque, chefiada por ‘Macaco’, não cumpriu a distância social recomendada, mas os seus elementos usavam máscaras. Também à saída da comitiva portista do hotel onde esteve concentrada, em São Félix da Marinha, Gaia, vários adeptos portistas, à passagem do autocarro, desrespeitaram claramente as regras de distância física.
A claque apoiou, à distância, nos primeiros 45 minutos, não se registando incidentes. Ao intervalo viajou até ao Dragão.
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