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Felipe Scolari e Jardim confortam Ronaldo

Cristiano Ronaldo viveu ontem mais um momento difícil durante o funeral do seu pai, Dinis Aveiro, falecido na passada terça-feira. Várias centenas de pessoas marcaram presença no enterro, que se realizou no pequeno cemitério de Santo António, no Funchal, com o jogador do Manchester United a apresentar um ar comovido e abatido numa fase de sofrimento.

11 de setembro de 2005 às 00:00

Sempre acompanhado da família e do seu empresário Jorge Mendes, Cristiano Ronaldo conseguiu conter-se, resistiu e não deixou escapar as lágrimas, num ambiente pesado e de dor no último adeus ao pai.

Com um esquema de segurança muito apertado, a família quis a todo o custo evitar fotografias ou registo de imagens da cerimónia, facto que ainda ocasionou alguns desentendimentos entre profissionais da Comunicação Social e elementos da segurança.

Num fim-de-semana de futebol e com muitos jogos, vários colegas e amigos do jogador não puderam estar ao lado de Ronaldo. No entanto, foram várias as personalidades ligadas ao mundo do futebol que estiveram presentes nas cerimónias fúnebres. Entre eles, estava o seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, que em Moscovo, na véspera do jogo Rússia-Portugal, se encarregou de dar a triste notícia ao jogador.

Além de Scolari, também o vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Amândio de Carvalho, fez questão de estar presente.

De destacar ainda a presença do presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, que quis dar uma palavra de conforto a Cristiano Ronaldo e à família. Também alguns clubes se fizeram representar no funeral, nomeadamente o Sporting, clube onde o jogador se notabilizou. Paulo Bento, ex-colega de Ronaldo e actual treinador dos juniores, foi o representante dos ‘leões’. Presentes estiveram também dirigentes do Clube de Futebol Andorinha, equipa da freguesia de Santo António, onde Cristiano Ronaldo nasceu e deu os seus primeiros passos no futebol.

MANCHESTER UNITED AUSENTE

Ao contrário do que tinha sido veiculado, nenhum representante do Manchester United esteve presente nas cerimónias fúnebres. O clube inglês jogou ontem com o rival Manchester City.

CLUBES FALTARAM

Além dos ingleses, também o Nacional da Madeira, clube onde Ronaldo actuou antes de rumar ao Sporting, não esteve no funeral. O Marítimo, maior clube madeirense, também não marcou presença.

APOIO DOS COLEGAS

Perante a impossibilidade de estar ao lado de Cristiano Ronaldo no dia de ontem, devido aos jogos dos respectivos clubes, foram vários os colegas de Selecção a telefonar ao jogador madeirense.

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