Durante alguns dias o “suspense” sobre a eventualidade de um regresso de Pimenta Machado à presidência do Vitória de Guimarães o que, só por si, foi notícia. A equipa de futebol do Vitória não tem andado bem. O seu momento mais alto foi ter eliminado o Benfica da Taça de Portugal, no Estádio da Luz, mas os vitorianos acabariam por soçobrar perante um adversário de menor valia teórica na eliminatória seguinte.
Os adeptos vitorianos devem, portanto, andar irritados com a irregularidade exibicional da sua equipa e, por outro lado, com a regularidade dos resultados que têm sido sempre pouco empolgantes. Um outro factor, não menos importante, anda a causar inevitável mossa nos corações que amam o Vitória de Guimarães. Trata-se do Sporting de Braga. Esta época, ao contrário do Vitória, o Braga, que é o rival histórico - porque nestas coisas quem manda é a geografia -, resolveu fazer a gracinha de liderar o campeonato e já vai nisto jornadas a fio, sem mostrar fraquezas, sem quebrar.
O próprio treinador do Braga, Domingos Paciência já veio dizer publicamente que, felizmente para ele e para o seu grupo, “há muita gente que gostaria de ver o Braga campeão” e, de certeza, que não se estava a referir ao árbitro que, na última jornada, consentiu que uma bola cruzada fora da linha terminasse no fundo da baliza do Marítimo e em golo da suada e difícil vitória dos comandantes da tabela.
Domingos referia-se, certamente, aos adeptos dos rivais históricos do Benfica, segundo classificado, que, com toda a normalidade destas coisas, preferiam mil vezes ver o Braga campeão do que o Benfica na mesma situação. Tem, assim, o Braga a torcer pelas suas cores portistas e sportinguistas, enquanto o Benfica, por força da rivalidade Guimarães-Braga, tem os vitorianos a desejar-lhe muita saudinha, não vá o vizinho minhoto do lado montar um arraial lá para Maio.
Perante a agonia desta hipótese, é normal que os vitorianos olhem para o passado, para o tempo em que uma coisa destas seria impossível de imaginar. E, assim sendo, é normal que tenham olhado para Pimenta Machado, que foi seu presidente durante duas décadas, no “tempo da outra senhora”, como se costuma dizer. O facto de Pimenta Machado estar fora do futebol é um bocado injusto porque, na verdade, do “tempo da outra senhora” ainda há uma geração mandante e mandona de sobreviventes para quem o tempo não passa e a senhora muito menos.
Não é incrível como o homem que melhor definiu esse mesmo tempo - “o que hoje é mentira, amanhã é verdade” - parece estar a pagar a factura desse momento de lucidez?
ERRAR É HUMANO
ASSIM TORNA-SE DIFÍCIL
O que não é justo, de modo algum é justo, é chamar frangueiro a um guarda-redes que sofre um golo marcado por um jogador da sua própria equipa. Desde quando é que um auto-golo é frango? Vem isto a propósito dos dois últimos empates sofridos pelo Benfica. O primeiro, em Setúbal, graças a um auto-golo de David Luiz que, por muito pouco não repetiu a proeza no jogo seguinte, o tal antecipado, em casa, com o Belenenses. Em ambos os casos a vítima foi Quim, O segundo empate, na quinta-feira passada, em Berlim, com o Hertha, graças a um auto-golo de Javi Garcia, tendo a vítima sido Júlio César.
Nem vale a pena clamar contra a grande penalidade não assinalada pelo árbitro, na Alemanha, quando Ramires foi impedido, à margem da lei, de prosseguir a sua incursão na área do Hertha. Que foi penalty, não há dúvida nenhuma. Mas o que dizer de uma equipa que se esmera em marcar golos na sua própria baliza? Com o auto-golo de Javi Garcia, o Benfica soma quatro auto-golos nesta temporada. O primeiro coube a Miguel Vítor, contra o Borisov, para a Liga Europa, seguiu-se David Luiz, em Leiria. Depois, já em 2010, é o que se sabe.
Na Luz, está-se em época de borlas. E não é época para isso.
POSITIVO
Caicedo marca 1
Afinal o hondurenho Caicedo é mesmo jogador de futebol, o que chegou a ser posto em causa durante os meses que passou em Alvalade. Caicedo foi para o Málaga e estreou-se a marcar pelo seu novo emblema contra o Racing de Santander.
Adu marca 2
Afinal o norte-americano Freddy Adu até podia dar algum jeito ao Belenenses. No Restelo não convenceu, mas no Aris de Salónica marcou no seu jogo de estreia contra o Ergotelis e voltou a marcar no seu segundo jogo contra o Xhanti.
Fabianski em grande
Um grande abraço! Foi, certamente, o que os 40 mil espectadores presentes no Estádio do Dragão quiseram dar ao guarda-redes do Arsenal, o incrível Fabianski, pelo cúmulo de erros na baliza que garantiram a vitória do FC Porto.
PÉROLA
“O Sporting não tem uma organização vencedora.”, José Eduardo Bettencourt
Há alturas na vida em que mais vale não dizer nada. Este desabafo do presidente do Sporting provocou alguma crispação em Dias Ferreira, presidente da assembleia geral do clube, que discorda da opinião presidencial. Já para Moniz Pereira as palavras de Bettencourt “não beliscam, nem visam beliscar o atletismo do Sporting”. Pois não.
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