Acerca dos VMOCs (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis), Vieira disse que "foi uma maneira de contornar uma situação de determinados empreendimentos que tinha de lançar mais rápido".
O presidente da Promovalor, Luís Filipe Vieira, disse esta segunda-feira no parlamento que a venda de um fundo imobiliário à seguradora BES Vida foi "o pior erro de gestão" que fez na vida.
"Isso tem a ver com a dificuldade com a Troika, ou o que era, nós fizemos esse empréstimo obrigacionista de 160 milhões de euros em 2011, e passado um ano chamaram-me do banco que gostariam de adquirir determinados ativos que nós tínhamos. Se me pergunta hoje se fiz mal, fiz mal. Mas também por respeito, que o dinheiro era deles e não podia dizer que não", disse hoje na Assembleia da República (AR).
O também presidente do Benfica falava na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, respondendo ao deputado Hugo Carneiro (PSD).
"Um dos ativos, hoje, se calhar só a Matinha [em Lisboa] pagaria todo o meu endividamento e sobrava dinheiro. Foi o pior erro de gestão que fiz. Mas quando temos uma relação comercial com o banco, não vale a pena criarmos um contravapor, quando eles dizem que há uma necessidade deles próprios fazerem a operação", referiu.
Luís Filipe Vieira disse que a operação teve "uma pequena rentabilidade" para o seu grupo, dizendo que antes da venda tinha "o melhor património imobiliário de Lisboa", ainda que "com o dinheiro do banco".
O empresário detalhou que o fundo era detido em 55% do capital pelo Grupo Espírito Santo e em 45% pela Promovalor, tendo Luís Filipe Vieira dito que o seu grupo não apresentava dificuldades nessa data.
Acerca dos VMOCs (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis), Vieira disse que "foi uma maneira de contornar uma situação de determinados empreendimentos que tinha de lançar mais rápido".
Os VMOCs "devem estar a vencer, se não for este ano é para o próximo", segundo Luís Filipe Vieira, acrescentando que "está feito um acordo de reestruturação" no fundo que adquiriu os seus créditos junto do Novo Banco.
"É em 2022 e acho que vai ser prolongado por causa da pandemia", referiu.
"Os VMOCS são muito simples. Nós tínhamos uns ativos que queríamos desenvolver, havia uma opinião de desenvolvermos faseadamente, e tivemos uma hipótese de fazermos mais rapidamente", ascendendo a um total de 160 milhões de euros.
Questionado se esse montante ficou registado nas imparidades do Novo Banco, Luís Filipe Vieira respondeu não saber "o que é isso de imparidades".
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