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Mais por menos

O Sporting de Braga perdeu meia-equipa (e o treinador), mas refez um plantel competitivo apenas no mercado nacional.

30 de julho de 2011 às 00:00

Enquanto os três concorrentes directos se endividavam no campeonato das contratações, esbanjando cerca de 80 milhões de euros em jogadores, muitos deles de qualidade duvidosa, o Sporting de Braga reestruturava a baixo custo um plantel que promete ser ainda mais competitivo.

O Braga, tal como o Boavista dos anos 90, alcança resultados desportivos e tornou-se num formador de referência para jogadores sem espaço nos clubes grandes, que lhe garantem boas mais-valias financeiras. Só este ano vendeu com lucro Sílvio (Atlético Madrid), Rodriguez (Sporting), Paulão (França), Miguel Garcia (Turquia), Keita (China), Matheus (Rússia) e ainda ajudou o Benfica a resolver a crise do guarda-redes, mostrando-lhe a qualidade de Artur.

Além dos jogadores destacados em cima, ainda descobriu o central Henrique (Feirense) e o polivalente Galo (Gil Vicente), apostas a futuro mais largo, além do goleador Douglas, que não provou em Guimarães. Do estrangeiro vieram apenas um guarda-redes (Berni), um lateral (Imourou) e um central (Ewerton), todos em regime «low cost».

A margem de erro existe, algumas apostas vão falhar, mas o eventual prejuízo será mínimo, existindo uma base tão sólida como a garantida por Hugo Viana, Custódio, Alan, Paulo César e Lima, jogadores com o perfil à Braga: qualidade, experiência e custo baixo.

SÍNDROMA JIMMY

Jerrel Hasselbaink, o "Jimmy" de Campo Maior, mostrou qualidade invulgar e só custava dez mil contos. O Benfica não o quis porque era "barato de mais".

COMO O BOAVISTA

O negócio de Jimmy, realizado pelo Boavista, tornou-se emblemático de uma dimensão pré-grande que, agora, o Sporting de Braga explora ainda melhor.

REFORÇOS

NUNO GOMES

Jorge Jesus não o deixou jogar na última temporada no Benfica, mas ao apontar 4 golos em 55 minutos deu garantias de uma produtividade que pode ser um dos grandes assuntos da época do Braga.

PIZZI

Jóia da formação arsenalista promete ser uma das figuras do campeonato, a caminho de um grande, depois de um ano sensacional em Paços de Ferreira.

ZÉ LUÍS

Depois de um primeiro ano de sénior magnífico em Barcelos, talvez acuse a transição, mas acabará por justificar a atenção dos olheiros bracarenses.

BAIANO

O melhor lateral direito da última Liga não entrou no escrutínio dos grandes e o Braga aproveitou. No mesmo caminho de Sílvio, terá enorme valorização.

DJAMAL

Aposta pessoal do treinador, pela menor visibilidade que teve até agora, promete fazer esquecer Vandinho mais depressa do que seria de imaginar.

NUNO A. COELHO

Teve um trajecto estranhíssimo no Sporting, saindo da equipa depois de chamado à selecção, e o Braga dá-lhe tranquilidade para regressar ao topo.

P. VINICIUS

Lateral seguro e combativo, com um percurso discreto em Leiria, é outro jogador com grandes probabilidades de se projectar para um patamar superior.

A VERDADEIRA ACADEMIA

Nas últimas três temporadas, Braga vendeu para os grandes de Lisboa seis jogadores, aos quais se pode acrescentar o nome de Eduardo, igualmente um produto da escola minhota. Apesar de todos os investimentos e apostas na «formação», a pedreira de Braga está a produzir melhor que as academias de Alcochete e Seixal.

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