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Correio da Manhã

Desporto

Maniche arrasa russos e quer sair em Janeiro

Maniche, internacional português do Dínamo de Moscovo, não escondeu ontem, durante a concentração da selecção nacional, a sua insatisfação com a sua transferência para o clube russo e até já solicitou o seu empresário, Jorge Mendes, para tratar da sua saída na reabertura do mercado em Janeiro.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
“Não estou bem, nem está a minha família. Não gosto do país, não gosto do campeonato e não gosto do clima. Já transmiti a minha insatisfação ao meu empresário e neste momento é preciso chegar a um entendimento com os responsáveis do Dínamo”, afirmou o jogador que tem um contrato válido por cinco anos e custou aos russos 16 milhões de euros.
O médio, de 27 anos, mostrou o seu desagrado com a sua actual situação no clube na véspera da partida para a Rússia, onde pretende ajudar a Selecção a carimbar o passaporte para a fase final do Mundial’2006. “Não digo que estou arrependido, mas se fosse hoje tinha pensado duas vezes (antes de sair do FC Porto para o Dínamo de Moscovo)”, desabafou Maniche. Para o jogador, “o dinheiro não é tudo na vida”, e por isso Maniche quer continuar a jogar “ao mais alto nível”, já que o futebol russo “não é aquilo que esperava”. Além de Maniche, também integram as fileiras do Dínamo, actual nono classificado do campeonato russo, o seu irmão Jorge Ribeiro, Costinha, Frechaut, Nuno, Danny e o luso-brasileiro Derlei. “Pensei que ia para um clube organizado, mas isso não aconteceu. Além disso, os jogadores russos olham para os estrangeiros como uns ‘invasores’ que vêm ‘atrás de dinheiro’”.
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