page view

Muralha de ferro garante milhões de euros ao Benfica

Expulsão de Veríssimo complicou missão que já era difícil à partida. Sacrifício coletivo e mãos de Odyssea agarraram nulo valioso.

25 de agosto de 2021 às 01:30

Foi de um clube lutador. O Benfica fez esta terça-feira jus ao seu hino e segurou um valioso empate mesmo reduzido a dez durante cerca de uma hora. Odysseas liderou uma muralha defensiva de soldados que fizeram por merecer a fortuna de uma bola na barra e de 37 milhões de euros no apuramento para a Liga dos Campeões.

Jorge Jesus olhou para o que foi a primeira mão e dedicou-se ao estudo de soluções para retirar o à-vontade no corredor central e nas variações de flanco do PSV. Da biblioteca, o técnico trouxe um novo desenho em 3x5x2, com Adel Taarabt a preencher a zona do miolo.

E a verdade é que essa gaiola dourada prendeu os movimentos aos tecnicistas holandeses, traídos igualmente pelo excesso de adrenalina com que entraram e que lhes ia tirando discernimento. Contra o sucesso defensivo coletivo, Lucas Veríssimo trouxe os dispensáveis erros individuais - perda de bola aos 8’ e falta para amarelo.

Oportunidades só a partir dos 20 minutos e a maior de todas para o Benfica. Magia de Taarabt a libertar-se de adversários numa jogada que, por inépcia do PSV, acaba com Rafa à mercê do golo - um carrinho de Ramalho evitou o 0-1.

A seguir, foi Max a atirar ao lado da baliza de Odysseas, antes do minuto 32, que tudo mudou. Veríssimo salta de braços abertos, atinge o adversário e vê o segundo amarelo. Expulso.

Golpe duro nos encarnados, que logo tiveram de aguentar, então numa defesa a quatro, os ataques já mais pensados dos holandeses. Madueke, por duas vezes, ameaçou o golo. Rematou ao lado aos 35’ e para defesa de Odysseas aos 42’. Intervalo.

Momento para Jesus reorganizar a defesa. Gilberto como terceiro central e Rafa à direita, o que viria depois a mudar com a entrada de Vertonghen. Mais uma vez, consistente organização e Yaremchuk a ameaçar o golo num contra-ataque.

Seguiu-se a fase mais crítica. Um erro de Morato deixou dois homens do PSV à solta, só que Zahavi acertou na barra de uma baliza aberta. A fortuna da águia ficou depois bem segura nas respostas de ‘Ody’ a Ramalho (62’ e 77’) e Sangaré (73’). Mas isso foi coisa de meninos quando comparado com o que fez aos 85’ - o grego foi à mitologia numa dupla intervenção que o coloca como o maior dos heróis de Eindhoven, que vão levar a chama imensa à Champions.

Positivo e negativo

+ Odysseas digno da mitologia

O guardião grego justificou o nome e vestiu a pele de herói na epopeia benfiquista, que terminou com o apuramento para a Champions. Depois de Lisboa, brilhou em Eindhoven. Salvo melhor opinião... foi mesmo o MVP. Dupla defesa incrível aos 85’. A traição de Lucas.

- A traição de Lucas

Veríssimo até tem sido um dos melhores do Benfica, mas esta terça-feira ia acabando como o principal responsável de um prejuízo brutal. Se o primeiro amarelo já nasce de uma falha grave, tem de ser muito mais cauteloso no lance que acaba na expulsão. 

Arbitragem

Vermelho acertado, mas...

Lucas Veríssimo foi imprudente nos dois lances que ditam a expulsão, mas Slavko Vincic nem sempre manteve o critério, com um exemplo gritante aos 48’ para André Ramalho. Algumas falhas em duelos para falta sobre os benfiquistas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8