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“O Benfica não pode ficar indiferente à tragédia”

O líder das águias está nos Estados Unidos, onde foi inaugurar várias casas do clube.<br/><br/>

21 de fevereiro de 2010 às 00:08

Luís Filipe Vieira prometeu ontem, nos Estados Unidos, que o Benfica vai ajudar as vítimas do temporal da Madeira, que já causou, pelo menos 32 mortos. “Perante uma tragédia como esta o Benfica não pode ficar indiferente. É preciso ajudar todos aqueles que foram atingidos. Da mesma forma que nos conseguimos mobilizar a favor das vítimas do Haiti, também seremos capazes de ajudar os madeirenses. Por isso, como presidente do Benfica, quero deixar aqui a garantia de que, em coordenação com as autoridades da Madeira, vamos arranjar maneira de ajudar os que mais precisam. Não me perguntem ainda quando nem de que modo. Vamos esperar que façam o levantamento da situação e verificar quais são as principais carências para decidir como poderemos ajudar. A única certeza que posso aqui deixar, é que o vamos fazer”, disse na inauguração da casa do Benfica, em Hartford.

”As imagens que tive de oportunidade de ver na televisão e os relatos que me chegam de Portugal são de uma brutalidade que não deixam ninguém indiferente. Quero, por isso, deixar uma palavra de pesar e de solidariedade para com todos aqueles que tiveram a infelicidade de perder familiares ou amigos”, acrescentou.

O líder das águias lembrou, ainda, que o Benfica “ao contrário de outros que delimitam geograficamente os seus clubes, não tem fronteiras”. “O Benfica está onde estiverem os seus sócios e adeptos e a vossa presença nesta sala é o melhor exemplo do que acabo de dizer! A identidade de uma nação constrói-se a partir de alguns elementos que são transversais à sua história, como são a língua, a unidade territorial ou a tradição. Mas também temos algumas instituições que contribuíram para reforçar a identidade de Portugal. O Sport Lisboa e Benfica é, seguramente, uma dessas instituições, porque é o Clube mais representativo do país e uma das suas maiores bandeiras no estrangeiro”, observou.

Depois, vincou que o clube “correu o risco de desaparecer, fruto de opções pouco responsáveis e acções que foram praticadas no interesse pessoal”.

“Conseguimos, poucos anos depois, fruto de uma transformação sem precedentes, voltar a colocar o Sport Lisboa e Benfica no lugar de destaque e vanguarda que sempre ocupou na história de Portugal”, concluiu.

 

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