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PAULO VIDA: NO BENFICA NÃO ME DERAM OPORTUNIDADES

Paulo Vida é o ‘homem-golo’ do Varzim. Nos últimos dois jogos marcou seis golos em dois ‘hat-tricks’. Aos 31 pode ser a sua melhor época.
19 de Dezembro de 2002 às 00:34
Correio da Manhã – Como se sente depois de conseguir dois ‘hat-tricks’ nos últimos dois jogos?

Paulo Vida – É muito bom chegar ao jogo e ver o nosso trabalho ter frutos, depois do trabalho durante a semana.

– Acha que as pessoas do futebol têm estado desatentas do seu real valor?

– As pessoas não andam desatentas, pois eu tenho brilhado, não na SuperLiga, mas na II Liga. Conhecem bem o meu valor e sabem o que posso fazer.

– As exibições do Paulo Vida são o espelho das exibições do Varzim...

– É fruto do nosso trabalho. Fazemos tudo para melhorar, temos uma excelente equipa e o ambiente está cada vez melhor. Os resultados também ajudam a isso. Queremos atingir o objectivo de conseguir a manutenção o mais rápido possível. Estamos preocupados em fazer bom futebol e não defraudar o nosso público.

– Depois de conseguir a manutenção, até onde é que o Varzim pode ir?

– Se conseguirmos a manutenção e estamos a trabalhar para isso, tudo o que vier é lucro. O importante é o colectivo.

– Pode ser a melhor época do Varzim e do Paulo Vida...

– Sou apenas mais um. Quero é ajudar a equipa da melhor maneira. Ser útil o mais possível, tal como todos os outros meus colegas.

– A rotatividade do plantel é a chave do sucesso varzinista?

– As tácticas do ‘mister’ são baseadas na rotatividade dos jogadores e as coisas têm corrido bem. Mas jogue quem jogar, tem é de dar o máximo pelo clube.

– A passagem pelo Benfica. O que faltou para vingar na equipa?

– São fases diferentes da vida. É difícil explicar porque sei o meu valor, mas não era eu quem decidia se ficava ou não. Acho que não me deram as oportunidades que devia ter tido. A minha carreira tem sido bastante boa e não me arrependo de nada do que fiz.

– Depois do Benfica seguiram-se passagens por clubes inferiores...

– Os clubes da II Liga davam-me melhores condições do que os da I Liga. É uma questão de maior conforto familiar. Sempre tive mais clubes da II Liga interessados em mim, por isso a minha escolha passou por aí.

– Foi uma aposta ganha?

– Sim, claro. A II Liga é mais competitiva do que as pessoas julgam. Luta-se sempre para chegar ao primeiro lugar, enquanto na SuperLiga são sempre os mesmos que lutam pelo título.

– Aos 31 anos, quais são os seus objectivos profissionais?

– Agora passam pelo colectivo, mas se o Varzim estiver bem, eu também estou. Se a equipa continuar a fazer o que tem feito, todos os jogadores saem valorizados.

– Como analisa as passagens pelo Paços de Ferreira e Campomaiorense?

– No Paços fiz 17 golos e no Campomaiorense fiz 19. As coisas que vieram a público nem sempre corresponderam à verdade. Mas foram passagens muito positivas. Todas as decisões são tomadas por mim e pela minha esposa e procuramos o melhor, pois tenho duas filhas e tenho de apostar na estabilidade.

– Já passou por vários clubes. Como se sente quando olha para o seu passado?

– Foi bastante positivo, pois conheci muitas pessoas e fiz muitos amigos.

– E o Chateauroux de França?

– Foi muito bom. Aprendi a falar francês em dois meses e meio. Tive uma professora que me ensinou francês e eu ensinei-lhe o Português. Deixei lá muitos amigos e no final dessa temporada enviaram-me fotografias e uma camisola a desejarem-me felicidades.

PERFIL

Nome: Paulo Jorge Vida Ribeiro
Naturalidade: Lisboa
Idade: 31 anos (9/12/71)
Altura: 1.84 m
Peso: 76 Kg
Clubes Anteriores: Camadas jovens - Belenenses, Estrela da Amadora. Profissional - Seixal, Odivelas, Académica, Estoril, D. Aves, Chateauroux (França), Gil Vicente, U. Leiria, Penafiel, Paços de Ferreira, Campomaiorense e Varzim.
Hobbies: Internet, jogos de computador
Estilo de música favorito: Brasileira, Rock
Jogos: Máfia e ‘Flight Simulator’.
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