A morte de João Rocha, ex-presidente do Sporting, tem sido, ao longo dia, lamentada por várias personalidades e entidades nacionais. O antigo líder faleceu esta sexta-feira, aos 82 anos, vítima de problemas cardíacos.
EDUARDO BARROSO: “[JOÃO ROCHA] ERA RESPEITADO, ADMIRADO E TEMIDO”
O presidente da mesa da Assembleia-Geral do Sporting, Eduardo Barroso, afirmou esta sexta-feira que o nome de João Rocha ficará para sempre ligado a uma época em que o clube era "respeitado, admirado e temido".
"Foi o presidente do Sporting que mais anos exerceu o cargo. Tinha eu 24 anos quando ele assumiu, em 1973, a presidência do nosso querido clube. Para mim, ele era simplesmente o presidente", disse ao sítio oficial do clube.
Eduardo Barroso afirmou que sempre "admirou e respeitou" João Rocha, enaltecendo o seu trabalho no "incremento que deu ao ecletismo e ao crescimento exponencial do número de sócios".
"O seu nome ficará sempre ligado a uma época em que o Sporting era respeitado, admirado e temido. Longe vão esses tempos, que temos rapidamente de reeditar e reviver", afirmou.
ROQUETTE: "NENHUM SPORTINGUISTA PODE FICAR INDIFERENTE"
"Nenhum Sportinguista pode ficar indiferente nesta altura. Foi alguém muito importante na vida do clube", afirmou José Roquette, que presidiu ao Sporting entre 1996 e 2000.
O ex-presidente leonino recordou com nostalgia o período em que foi vice-presidente do Sporting durante o primeiro mandato de João Rocha.
"É um período que recordo com saudade, mas que não foi nada fácil. No entanto, tenho de realçar a enorme dedicação ao Sporting que João Rocha teve, conseguindo ultrapassar as dificuldades", concluiu.
JORGE GONÇALVES LAMENTA MORTE DE "REI LEÃO"
"Fechou-se um ciclo, mas é a lei da vida e não há nada a fazer. Morreu o rei leão", afirmou Jorge Gonçalves, que liderou o clube leonino entre 1988 e 1989, em declarações ao site do Sporting.
"Tínhamos uma relação de grande amizade e respeito. Sei que ele também me considerava um verdadeiro 'leão', mas claro, não me posso comparar ao grande João Rocha", admitiu.
GODINHO LOPES: "A FAMÍLIA SPORTINGUISTA ESTÁ DE LUTO"
O presidente do Sporting, Godinho Lopes, afirmou esta sexta-feira que a "família sportinguista está de luto" pela morte de João Rocha, lembrando os 13 anos que esteve como presidente e o trabalho que efetuou.
"Queria apresentar à família, em particular à mulher Teresa e aos filhos, os sentimentos. A família sportinguistas está de luto, pois este presidente, para além de ter sido o que mais tempo esteve, conseguiu desenvolver as modalidades mais que nunca", disse.
Godinho Lopes, que falou na Academia em Alcochete, referiu que durante o seu mandato, João Rocha apostou nas modalidades e conseguiu o feito inédito de ter "15 mil atletas a praticar desporto no Sporting".
"O Sporting tinha 15 modalidades quando João Rocha chegou e saiu com 22. Durante o seu mandato ganhou também três campeonatos nacionais. As taças e títulos revelam o seu sucesso como presidente", referiu.
DIAS DA CUNHA: "SINTO A PERDA DE UM AMIGO"
"Sinto a perda de um amigo, para além da perda de um presidente do Sporting", afirmou Dias da Cunha, que presidiu ao Sporting entre 2000 e 2005.
O antigo líder dos "leões" recordou que "muitas vezes", durante o seu mandato de quase cinco anos, seguiu vários exemplos retirados da presidência de João Rocha.
"Durante o meu mandato muitas vezes segui o exemplo do presidente João Rocha à frente do Sporting, em termos de dedicação e defesa dos interesses do clube, contra tudo e contra todos", lembrou Dias da Cunha.
O responsável que presidiu ao Sporting no último título nacional de futebol conquistado pelos leões, na época 2001/2002, reforçou a estima e respeito que teve sempre por João Rocha: "lembrei-me sempre dele nas guerras que me coube levar a cabo".
SANTANA LOPES LAMENTA PERDA DO "MELHOR PRESIDENTE" DAS ÚLTIMAS DÉCADAS
O antigo presidente do Sporting Pedro Santana Lopes lamentou a morte de João Rocha, sentindo tratar-se da perda de "um amigo" e do "melhor presidente" do clube nas últimas décadas.
"Tinha por ele muita amizade, respeito e consideração pelo melhor presidente que o Sporting conheceu nas últimas décadas", afirmou Santana Lopes, à margem de uma conferência sobre saúde, no Estoril.
Santana Lopes, que presidiu ao Sporting entre 1995 e 1996, destacou o "trabalho notável" do antigo líder dos leões e considerou esta uma "boa altura" para o clube "pensar no presente e no futuro de modo construtivo".
Sousa Cintra: "HOMEM CORAJOSO, SEM MEDO EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS"
Sousa Cintra, antigo presidente do Sporting, destacou "a coragem, a postura, o caráter, a força e a dinâmica" com que João Rocha defendeu sempre o clube.
"A família sportinguista está de luto, porque morreu um grande presidente do Sporting, que marcou muito pela forma como defendeu sempre o Sporting. Era um homem corajoso, sem medo em todas as circunstâncias", disse Sousa Cintra, que presidiu aos ‘leões' entre 1989 e 1995.
Sousa Cintra afirmou ainda que não é só o Sporting que está de luto, com a morte de João Rocha, mas todo o futebol português e o desporto de uma forma geral, dado o caráter eclético leonino.
"O Sporting é o clube com mais modalidades em Portugal e que conquistou tudo o que havia a ganhar. Foi campeão da Europa e do Mundo e teve atletas como Carlos Lopes", recordou.
Para Sousa Cintra, "o Sporting tem uma história linda e João Rocha contribuiu bastante para o seu engrandecimento".
"Temos de lhe prestar homenagem. Que a alma dele descanse em paz. Os sportinguistas não o vão esquecer de certeza. Hoje é um dia de luto, mas a vida continua", referiu.
MANUEL FERNANDES: "UMA PERDA IRREPARÁVEL"
Manuel Fernandes, atual dirigente do Sporting, considera a morte do ex-presidente "uma perda irreparável" para o clube. Manuel Fernandes foi capitão da equipa de futebol do Sporting durante a presidência de João Rocha.
"Durante os 12 anos em que fui atleta do Sporting, foi praticamente o único presidente que tive.", referiu Manuel Fernandes, em declarações ao site oficial do clube.
Atual dirigente do futebol leonino, Manuel Fernandes recordou que João Rocha "presidiu ao Sporting num tempo difícil, no pré e pós-25 de abril", o que não o impediu de "fazer um fantástico trabalho, transformando e modernizando o clube".
SOARES FRANCO: "UM PRESIDENTE CARISMÁTICO"
Filipe Soares Franco considerava João Rocha "o presidente mais carismático do clube nos últimos 40/50 anos".
MIGUEL RELVAS: "FOI UM DIRIGENTE ÍMPAR E INOVADOR"
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, expressou, enquanto porta-voz do Governo, o seu "profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente do Sporting Clube de Portugal João Rocha".
Para Relvas, João Rocha "foi um dirigente ímpar e inovador, que fez do Sporting um clube ainda mais eclético e que uniu as famílias em torno da prática desportiva".
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL: "LÍDER MARCANTE DA HISTÓRIA DOS GRANDES CLUBES"
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) também apresentou condolências ao Sporting e à família do antigo presidente do clube.
No seu site oficial, a FPF reconhece que João Rocha "foi um dos líderes mais marcantes da história dos grandes clubes portugueses", destacando que "durante os seus mandatos o Sporting foi três vezes campeão nacional de futebol (1974, 1980 e 1982) e somou cerca de 1200 títulos nacionais no conjunto de todas as modalidades".
CARLOS SEVERINO: "O MAIOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA" DO SPORTING
Carlos Severino, candidato à liderança do Sporting, considera que Rocha "foi provavelmente o maior presidente da história" dos ‘leões'.
Já José Couceiro expressou o "mais profundo pesar" à família do empresário e suspendeu todas as ações de campanha previstas para esta sexta-feira.
Bruno de Carvalho, o candidato da lista C à presidência leonina, suspendeu igualmente a sua campanha "nesta hora difícil" para os sportinguistas.
"Hoje, a família leonina ficou mais pobre com o falecimento de João Rocha. Um exemplo de presidente, o expoente máximo de muitas gerações sportinguistas que nele se reviram na forma como conduziu os destinos do clube e que nos guiou a tantas vitórias. João Rocha permanecerá para sempre no coração da família sportinguista", pode ler-se no comunicado de Bruno de Carvalho.
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