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“Relva natural é a melhor”

"Não ponho de parte a hipótese de na próxima época optarmos por um relvado sintético", disse ontem José Eduardo Bettencourt, em entrevista publicada no jornal do Sporting. Tal medida, porém, é considerada por António Gaspar, fisioterapeuta da selecção nacional, como desaconselhável para a condição física dos jogadores. "Não há nada melhor do que o relvado natural", explicou ao CM o especialista clínico.<br/>

13 de outubro de 2010 às 00:30

Embora reconheça que "os sintéticos de última geração estão cada mais próximos dos relvados naturais" e que "não colocam, nem de perto nem de longe, os riscos que colocavam quando apareceram os primeiros pisos artificiais", Gaspar defende que as constantes mudanças de piso podem ser prejudiciais para os jogadores. "Para atletas de alta competição não me parece ser a melhor solução estarem a mudar de superfície de jogo e de treino, semana sim semana não."

A possibilidade admitida pelo líder leonino prende-se com as sucessivas trocas de relvado – sete – desde a inauguração do novo Estádio José Alvalade, em 2003. "Se optarmos por essa hipótese, podemos voltar a repensar a realização de outros eventos de grande relevo, que podem ser mais uma fonte de receita", sublinhou.

O constante mau estado do ‘tapete’ é fruto da arquitectura do recinto: a metade norte tem demasiado tempo de exposição solar e o lado sul está quase sempre à sombra. Daí resultam diferenças de temperatura no relvado que podem chegar aos 12 graus. Um fungo e a realização de concertos também contribuíram para a degradação do terreno.

A opção por um sintético acarreta um custo que pode variar entre os 100 e os 150 mil euros, semelhante ao preço de um relvado natural (120 mil euros), mas implica menores despesas de manutenção, facto que poderá pesar, e muito, na decisão da administração leonina. A ideia, segundo apurou o CM, está longe de reunir consenso na estrutura de futebol.

NOBRE GUEDES PREOCUPADO

Nobre Guedes, administrador da SAD, admitiu ontem que a situação financeira do Sporting o "preocupa", mas desvalorizou o facto de o clube dar como garantia para os empréstimos bancários passes de jogadores que ainda não contratou. "Quando dou de garantia os passes, não tenho nenhuma restrição para os vender. Mas, caso o faça, tenho de arranjar outra garantia para substituir aquela, que pode ser o passe de um jogador que venha a ser contratado", explicou.

DIAS FERREIRA TRANQUILO

"É o local próprio para se criticar e elogiar", disse Dias Ferreira sobre a assembleia geral (AG) do Sporting (hoje, 20h00, no Pavilhão Multidesportivo do clube). O presidente da mesa da AG espera que tudo decorra de "forma normal", apesar de não acreditar em "unanimidade". A reunião serve para aprovar o relatório e contas do último ano e para discutir outros temas que poderão motivar momentos mais inflamados, caso da carreira da equipa na Liga (10º).

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