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Relvado artificial preocupa Sporting

O relvado artificial de última geração, instalado em 2002 no Estádio Luzhniki, é a principal preocupação do Sporting para o jogo desta tarde com o Spartak de Moscovo, da 2.ª jornada da Liga dos Campeões.

27 de setembro de 2006 às 00:00

Os ‘leões’, apesar de terem um campo sintético na Academia, só ontem iniciaram a adaptação a este tipo de piso. Quem o confessou foi o guardião Ricardo, que foi ainda mais longe ao revelar que nunca trabalhou no sintético da Academia. “Espero que seja mínima, mas é óbvio que vai ter alguma influência. Para a esmagadora maioria dos jogadores do Sporting este é o primeiro jogo num campo artificial, mas vamos tentar absorver as dificuldades rapidamente, agarrando-nos à nossa qualidade e experiência. A Academia tem um piso destes mas nós nunca lá treinámos. De qualquer forma não é com alguns minutos ou algumas horas que nos adaptamos a condições tão diferentes.”

O técnico Paulo Bento tentou explicar a razão da ausência de treinos específicos: “Vínhamos de um jogo do campeonato e precisámos dos dias seguintes para recuperar. Não adianta fazer dois ou três treinos para criar uma adaptação maior. Vamos ter hoje um treino e os jogadores vão tentar adaptar--se rapidamente para que este factor não tenha um peso excessivo”.

De resto, sobre o relvado, Paulo Bento vê vantagens – “não há buracos” – desvantagens – “a bola salta mais do que é habitual” – e formas de contornar o problema: “Temos de fazer mais circulação de bola.” Para o treinador, o relvado não pode é servir de desculpa: “Há coisas mais importantes. É um aspecto a ter em consideração mas tudo aquilo que se faz noutro tipo de piso pode fazer-se num sintético. Mesmo sendo uma adversidade, se continuarmos a ser bons tecnicamente, e organizados, podemos desenvolver o trabalho que temos feito até aqui [na 1.ª jornada o Sporting venceu o Inter, por 1-0].”

Relvado à parte, Paulo Bento e Ricardo prometeram um ‘leão’ à procura da vitória, recusando assumir que um empate seria um bom resultado.

Cinco estudantes da Universidade Amizade entre os Povos, Gabriel, Danildon, Baldé e Alexandre, da Guiné-Bissau, e Baltazar, de Cabo Verde, fizeram uma autêntica espera à comitiva ‘leonina’ antes do treino no Luzhniki. Objectivo: conseguir cinco bilhetes para o jogo e o maior número de autógrafos possível dos craques ‘leoninos’. “Somos todos do Sporting”, faz questão de frisar Gabriel, estudante de Medicina – os restantes companheiros frequentam Veterinária, Relações Públicas e Arquitectura. A Rússia é o destino preferencial para muitos estudantes africanos (neste momento há uma comunidade de cerca de 800 elementos), sendo que actualmente o Brasil também acolhe alunos dos PALOP.

PRAÇA VERMELHA

Paulo Bento e a restante equipa técnica, acompanhados pelo director desportivo Pedro Barbosa, aproveitaram a manhã de ontem para um passeio na Praça Vermelha. À tarde, Pedro Barbosa regressou ao local acompanhando do administrador Carlos Freitas já vestindo o fato oficial da comitiva ‘leonina’. A equipa só hoje visita o local.

FRANCO NO TREINO

O treino de adaptação ao relvado artificial do Estádio Luzhniki já foi presenciado por Filipe Soares Franco. O presidente ‘leonino’ chegou ontem a Moscovo proveniente de Kiev, capital da Ucrânia, onde esteve a tratar de negócios da sua empresa de construção, a OPCA.

DA SIBÉRIA A MOSCOVO

É russa, chama-se Alina, tem 20 anos e uma forte paixão pelo Sporting. Tão forte que viajou aproximadamente 3000 quilómetros, da Sibéria

a Moscovo, munida com um leão de peluche, só para assistir ao encontro e ver ao vivo o seu ídolo no clube português: o defesa-direito Miguel Garcia. Alina gosta do Sporting desde que viu uma reportagem na televisão, com vários jogadores, e porque “é uma equipa que ataca”. Isto é que é amor ao clube.

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