page view

SCOLARI RECEPTIVO A TRABALHAR COM AGOSTINHO

Luiz Felipe Scolari vê com bons olhos a possibilidade de trabalhar com Agostinho Oliveira no comando técnico da selecção nacional portuguesa, revelou ontem ao CM fonte próxima do treinador.

07 de novembro de 2002 às 00:05

Felipão tem noção de que para se inteirar da realidade do futebol português precisa da colaboração de um técnico nacional e, mais que isso, já foi informado sobre a competência de Agostinho, não colocando por isso qualquer entrave.

No entanto, o treinador campeão do mundo não deverá abdicar de trazer consigo o seu adjunto e companheiro de trabalho desde há 19 anos, Flávio Teixeira, mais conhecido por Murtosa. Fica ainda por saber se Scolari faz questão de voltar a trabalhar com o preparador físico Paulo Paixão (representa actualmente o Grémio de Porto Alegre), que esteve no Mundial da Coreia e do Japão.

Entretanto, a Federação Portuguesa de Futebol emitiu ontem um comunicado a negar “o pagamento directo por parte dos seus sponsors” ao futuro seleccionador. Recorde-se que o CM noticiou em primeira mão na sua edição de terça-feira que a Nike vai comparticipar no salário de Luiz Felipe Scolari. Com este comunicado a FPF faz questão de esclarecer que esse pagamento não será feito de forma directa, mas o CM sabe que sê-lo-á de forma indirecta: a Nike paga à FPF e esta por sua vez paga a Scolari.

O papel decisivo da Nike na contratação de Luiz Felipe Scolari fez surgir algumas vozes críticas que temem pela independência do futuro seleccionador.

O CM contactou Ana Matias, especialista em marketing desportivo, que desdramatizou a situação, lembrando que este tipo de acordos de patrocínio “já é prática comum em Portugal no futebol e noutras modalidades”. A promotora do célebre ‘logotipo humano’ recorda a relação mantida entre “o Benfica e a Parmalat” e acusa os que se opõem a esta solução de pensarem como “velhos do Restelo”.

Quanto às pressões a que Scolari poderia estar sujeito, Matias defende que o técnico já provou ser imune a isso: “Se se confirmar que a Nike patrocina a contratação de Scolari, podemos estar tranquilos que ele não cederá a pressões. Basta lembrar que não cedeu quando Romário ficou fora do Mundial, ou quando não chamou Jardel para o particular com Portugal, sendo que a selecção do Brasil, Jardel e o próprio jogo eram patrocinados pela Guaraná”.

Para esta especialista, a contratação de Scolari “seria uma decisão correcta em termos de estratégia de marketing”: “Portugal treinado pelo campeão do mundo seria uma mais-valia para a Nike, que ganha dinheiro sempre que alguém compra uma camisola da selecção”.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8