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Sporting empata no fim mas perde-se no caminho

O GPS que o presidente Filipe Soares Franco pomposamente apresentou a meio da semana, como mais um produto do marketing leonino, teria ontem dado um imenso jeito ao Sporting para encontrar mais cedo o caminho para o golo que lhe teria dado outra tranquilidade para sair do Estádio do Mar com a vitória, que até fez por merecer.

25 de novembro de 2007 às 00:00

Assim, perdida de si mesma, a formação verde-e-branca vai também perdendo de vista os rivais na corrida para o título. Isto além de não conseguir encontrar o Norte nas deslocações a esta zona do País, na presente época. Depois das derrotas no Dragão e em Braga, ontem registou uma quase derrota no Mar. Que quase se pode chamar de intranquilidade.

Seria demasiado penalizador para o Sporting perder este jogo. Abel precisou de 88 minutos para, com uma magnífica assistência para a cabeça de Purovic, se redimir do involuntário toque que, na parte inicial do jogo, deu vantagem ao Leixões. Um lance em que o inesperado guarda-redes do Sporting, Rui Patrício, não resolveu bem, com um soco na bola para a frente, na direcção de uma floresta de pernas.

O Sporting deitou fora meia hora de jogo. Abordou mal a partida e verdadeiramente só entrou nela quando Paulo Bento corrigiu o posicionamento táctico da equipa, com uma substituição que lhe conferiu, quase de imediato, outra dimensão. Com Purovic (que rendeu Ronny) a jogar nas proximidades de Liedson, os problemas para a defesa do Leixões aumentaram exponencialmente. A equipa do Mar, a ganhar desde os 14 minutos sem ter feito um único remate à baliza, entregou-se quase em regime de exclusividade a tarefas defensivas e, quando o intervalo chegou, estava encostada às cordas.

Na segunda parte as coisas não mudaram substancialmente. O jogo continuou a ter sentido único, mas na zona do golo os leões falhavam. Ou por culpa própria ou por mérito do guarda-redes Beto, um produto da ‘cantera leonina’ que ontem fez a diferença na baliza, com duas ou três defesas de grande qualidade.

A jogar contra o tempo, o Sporting perdia gás e pulmão. Paulo Bento lançou balões de ar para dentro do campo, primeiro Pereirinha e mais tarde Farnerud. Deu para chegar ao empate. Para mais é que não. Este parece ser o drama do Sporting esta época, uma equipa curta na forma e nas ideias.

PAULO BENTO: "NÃO FIZEMOS UM MAU JOGO"

“Não fizemos um mau jogo. Não estou satisfeito com o resultado, mas gostei da reacção dos jogadores”, disse Paulo Bento, técnico do Sporting, após o final da partida. O treinador leonino garante que a equipa “esteve melhor” do que frente ao Sp. Braga mas admitiu que o Sporting “não está a fazer um bom campeonato”. Bento reconheceu ainda que a luta pelos lugares cimeiros está complicada: “À medida que a distância aumenta, obviamente que fica mais difícil”.

Por sua vez, o treinador do Leixões, Carlos Brito, confessou-se algo desiludido com o desfecho da partida, mas considerou o resultado justo: “Depois de ter estado a vencer durante tanto tempo fica sempre um amargo na boca por ver o empate surgir tão perto do fim. Tenho pena pelos jogadores porque fizeram tudo para ganhar. Ainda assim, o resultado acaba por ser justo.”

Finalmente, o guardião leonino Rui Patrício, que fez a sua estreia na Liga esta época, assegurou que a equipa não desiste de lutar pelo título: “Senti-me bem, apesar daquele pequeno azar. Atrasámo--nos com este resultado, mas vamos continuar a olhar em frente. A equipa fez de tudo para ganhar.”

NOITE INSPIRADA DE BETO

Beto, guarda-redes do Leixões que se fez jogador nas escolas do Sporting, teve diante do seu antigo clube uma magnífica exibição. Executou várias intervenções de altíssimo nível, mas na retina fica uma defesa de puro instinto após remate de Gladstone, no início da segunda parte, e um desvio após tiro de Izmailov.

ESTRATÉGIA INICIAL

Paulo Bento fez mal a abordagem deste jogo. Na primeira meia hora, a bola praticamente não chegou a Liedson, porque a equipa estava inexplicavelmente encolhida. Foram 30 minutos desperdiçados, durante os quais o Leixões chegou ao golo sem ter rematado à baliza.

PARATY SEM PROBLEMAS

Paulo Paraty teve uma actuação tranquila. O jogo não foi complicado e o árbitro do Porto soube (desta vez) mantê-lo simples. Esteve certo no capítulo disciplinar e razoável do ponto de vista técnico. Um ou outro pequeno erro não ensombram um trabalho globalmente positivo.

Local: Estádio: Mar, em Matosinhos, em (7000 espectadores)

Árbitro: Paulo Paraty (Porto

LEIXÕES: Beto, Filipe Oliveira, Nuno Silva, Élvis, Ezequias, Bruno China, Jorge Duarte (Nwoko 63m), Cervantes (Vieirinha 70m), Jorge Gonçalves, Roberto (Paulo Vinicius 83m), Hugo Morais

Treinador: Carlos Brito

SPORTING: Rui Patrício, Abel, Gladstone, Polga, Ronny (Purovic 28m), Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov, Vukcevic (Pereirinha 66m), Romagnoli ( Farnerud 80m), Liedson

Treinador: Paulo Bento

Marcador: 1-0 Abel (14m p.b.) 1-1 Purovic (88m)

Acção DisciplinarAmarelos: Polga (25m), Liedson (45m 2m), Nuno Silva (79m), Vieirinha (84m) e Farnerud (90m 4m)

Melhor Jogador Beto

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