Paulo Sousa e Fernando Couto foram os futebolistas da primeira vaga da ‘Geração de Ouro' que tiveram mais sucesso nas suas carreiras.
A geração campeã do mundo de sub-20 há 25 anos em Riade, na Arábia Saudita, vai ser homenageada pela Federação Portuguesa de Futebol na próxima segunda-feira, em Óbidos.
Vão estar presentes muitos dos jogadores que foram campeões na Arábia Saudita - depois de vencerem na final a Nigéria por 2-0, com golos de Abel Silva e Jorge Couto - mas a cerimónia não vai contar com o treinador Carlos Queiroz, vencedor dos títulos mundiais dos sub-20 em 1989 e 1991. Numa nota publicada no sítio da FPF, Carlos Queiroz, que não pode comparecer por se encontrar ao serviço da seleção do Irão, pede ao presidente Fernando Gomes que transmita o sentimento de saudade e profundo agradecimento a todos os envolvidos: "Infelizmente, por motivos profissionais não vou poder estar presente. A seleção do Irão tem dois jogos para realizar, a 3 e a 5 de março, o que torna impossível a minha presença", refere Carlos Queiroz.
Os 18 campeões do Mundo de Riade tiveram destinos bem diferentes no mundo do futebol profissional. Metade deles não conseguiu conquistar qualquer campeonato nacional de futebol, nem em Portugal, nem no estrangeiro. Fernando Couto e Paulo Sousa foram os dois jogadores com carreiras mais bem sucedidas.
O "rijo" defesa-central e o médio "cerebral", características que os fizeram passear classe na Europa, brilharam nas suas carreiras após o título mundial júnior, conquistado em 1989, no que diz respeito a troféus conquistados nos clubes que representaram posteriormente, em Portugal e em campeonatos internacionais de topo.
Uns mais do que outros -- nove apenas têm taças nacionais nos currículos -, todos contribuíram para a apelidada "geração de ouro" do futebol português, cuja raiz remonta, precisamente, à conquista que celebra, agora, 25 anos.
Mas, em termos internacionais e quanto a carreiras em clubes e na seleção, Fernando Couto e Paulo Sousa apresentam um currículo ao nível de qualquer futebolista de topo à escala mundial.
O antigo central do FC Porto, atual assessor da administração da SAD do Sporting de Braga, conquistou 23 títulos oficiais, entre os quais uma Liga Europa (Parma), duas supertaças europeias (Barcelona e Lazio), duas taças das Taças (Barcelona e Lazio) e cinco campeonatos nacionais (três em Portugal, um em Espanha e um em Itália).
Paulo Sousa, treinador do Maccabi de Telavive (Israel), soma 15 títulos oficiais, entre os quais uma Taça Intercontinental (Borússia de Dortmund), duas Ligas dos Campeões consecutivas (Juventus e Borússia de Dortmund), uma Taça UEFA (Inter de Milão), um campeonato nacional (Benfica), um alemão e um italiano.
Sem tantos títulos, mas muitas vezes considerado um dos melhores praticantes em solo nacional, João Vieira Pinto, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, começou por ser o mais novo do combinado de Riade, razão pela qual ainda esteve entre os sub-20 campeões em Lisboa, dois anos depois, tal como o guarda-redes Brassard.
O "menino de ouro", como ficou conhecido após a sua transferência do Boavista para o Atlético de Madrid, tem 10 títulos no currículo, entre os quais os dois de melhor do Mundo no referido escalão, e dois nacionais, pelo Benfica e pelo Sporting.
Depois, com prevalência interna, aparecem Folha e Jorge Couto, que ostentam seis títulos nacionais pelo FC Porto, a quem se junta Morgado (um), enquanto Abel Silva (dois), Paulo Madeira e Bizarro (um) celebraram pelo Benfica.
Por fim, com a exceção da conquista de taças nacionais, há um conjunto de nove jogadores que nunca mais se puderam reclamar campeões: Tozé (que ainda joga, aos 44 anos, no Custóias), Valido, Hélio Sousa, Xavier, Resende, Amaral, Brassard, Filipe e Paulo Alves.
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