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Correio da Manhã

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VALE E AZEVEDO RESPONDE HOJE AO CASO EUROÁREA

O ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo depõe hoje no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa sobre o processo Euroárea, ligado à venda dos terrenos Sul do clube, onde é suspeito da apropriação ilícita de cinco milhões de euros.
30 de Junho de 2002 às 23:35
João Vale e Azevedo, que se encontra preso devido à condenação, por quatro anos e meio, no caso Ovchinnikov, da qual recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, é acusado neste caso – em fase de instrução desde 20 de Março –, de três crimes de falsificação, dois de branqueamento de capitais e um de peculato.

A defesa do ex-presidente “encarnado”, a cargo do causídico José António Barreiros, não solicitou a abertura de instrução, mas esta acabou por se realizar a pedido da empresa Euroárea (assistente no processo) e do antigo director financeiro do Benfica, António Leitão, que também é arguido neste processo.

António Leitão, foi acusado pelo Ministério Público (MP) no caso Euroárea de três crimes de falsificação, no seguimento da venda simulada de terrenos que alegadamente permitiram a Vale e Azevedo apropriar--se indevidamente dos cinco milhões de euros – que transferiu para as contas das suas sociedades –, sem o conhecimento dos órgãos sociais do clube.

Apurou-se na mesma investigação que os arguidos, Vale e Azevedo e António Leitão, conseguiram iludir os restantes membros da Direcção e a própria Assembleia Geral, mercê de falsificações apresentadas para efeitos contabilísticos. No cerne das falsificações está o facto de nos contratos fictícios os terrenos do Seixal (destinados ao Centro de Estágio) aparecerem como tendo sido comprados pelo clube por cinco milhões de euros, quando, na realidade, a Euroárea (empresa proprietária dos mesmos) os havia doado, gratuitamente, ao Benfica como contrapartida pelo negócio realizado na compra dos terrenos Sul.
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