Polémica da Superliga Europeia: a ausência dos 'grandes' do futebol e as críticas à falta de inclusão

Benfica e FC Porto fazem parte dos 'esquecidos' que não entram, para já, no leque de clubes da competição. Bayern e Paris SG recusaram fazer parte.

19 de abril de 2021 às 09:36
Bola de futebol, Mundial 2018 Foto: Matthew Ashton/Getty Images
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A polémica instalou-se este domingo à noite ao ser anunciada, oficialmente, a Superliga Europeia, que está a deixar o mundo do futebol em alvoroço. Começando pelas críticas por falta de inclusão, às acusações de "futebol dos ricos" e ainda aos gigantes do futebol que ficam de fora, como é o caso dos clubes portugueses Benfica e FC Porto.

Tudo o que se sabe sobre esta nova competição:

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A competição:  

Superliga Europeia

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Formato da prova:

- Os jogos serão disputados durante a semana e todos os clubes continuarão a competir nos respetivos campeonatos, preservando assim o calendário tradicional;

- A temporada começará em agosto com a participação dos clubes em dois grupos de dez, onde disputarão jogos de ida e volta; os três primeiros de cada grupo classificam-se automaticamente para os quartos de final. As equipas que terminem na quarta e quinta posição disputarão um playoff a duas mãos. Em seguida, serão feitas eliminatórias a duas mãos a partir dos quartos de final até à final, que será um encontro único, em final de maio, em campo neutro. 

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A explicação dos presidentes fundadores: 

lançamento da nova competição europeia de clubes.

Para o líder dos merengues, esta será uma oportunidade para "ajudar o futebol a melhorar a todos os níveis". "Vamos ajudar o futebol a melhorar a todos os níveis a ocupar o lugar que merece no Mundo. O futebol é o único desporto no Mundo com mais de 4 mil milhões de seguidores e a nossa responsabilidade como clubes grandes é responder aos desejos dos adeptos e fãs", atirou Florenino Pérez.

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Andrea Agnelli, presidente da Juventus e vice-presidente da Superliga Europeia defende que "os 12 clubes fundadores representam milhares de milhões de adeptos de todo o Mundo". "Unimo-nos neste momento crítico, para que a competição europeia se transforme, dando ao desporto que amamos os fundamentos que sejam sustentáveis para o futuro, aumentando substancialmente a solidariedade, dando aos adeptos e jogadores amadores um sonho e jogos de qualidade máxima que alimentarão a sua paixão pelo futebol", defende.

Já Joel Glazer, vice-presidente do Manchester United e vice-presidente da Superliga Europeia, acredita que competição "abrirá um novo capítulo para o futebol europeu". "Ao reunirmos os melhores clubes e jogadores do Mundo para que joguem entre si durante toda a temporada, a Superliga abrirá um novo capítulo para o futebol europeu, assegurando uma competição e instalações de primeiro nível, e um maior apoio financeiro para a pirâmide do futebol em geral", aponta. 

A ausência dos "gigantes que fizeram o futebol grande"

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A ausência dos "gigantes que fizeram o futebol grande"

O jornal desportivo Marca faz referência à ausência dos gigantes do futebol e dão alguns exemplos como é o caso dos clubes portugueses Benfica e FC Porto. 

"Benfica e Porto, bicampeões da Europa, não fazem parte dos criadores. Começam de fora, à espera de convites ou fórmulas semelhantes às do basquetebol da Euroliga para terem lugar. Um drama para um país tão importante para o futebol europeu como Portugal. Para equipas como o Sporting, a elite europeia está muito longe", escreve o jornal desportivo. 

O mesmo jornal destaca ainda a ausência de clubes importantes como o Ajax, o Celtic, as equipas do leste europeu. "A lista de países que vão desaparecer atinge grande parte das 55 Federações que integram a UEFA. A opção de ver Mbappé, Messi, Cristiano, Benzema e companhia na Suíça, Áustria, Bulgária ou Chipre deixa de existir", aponta o jornal.

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FIFA contra a criação da Superliga Europeia

FIFA decidiu mostrar o seu parecer face à nova competição de clubes europeus

No documento publicado na noite deste domingo, a FIFA apela ao diálogo numa altura crítica para o desporto-rei, manifestando a sua "desaprovação" quanto à criação da Superliga Europeia, presidida por Florentino Pérez, presidente do Real Madrid.

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UEFA reage a anúncio iminente da Superliga Europeia e ameaça banir clubes e jogadores

A UEFA, juntamente com as federações Inglesa, Espanhola e Italiana, repudiou o iminente anúncio do lançamento da Superliga Europeia, ameaçando mesmo banir os clubes de participarem em outras competições, domésticas e internacionais, a todos os níveis, e retirando aos jogadores desses emblemas a possibilidade de também representarem as suas seleções.

"Ouvimos que alguns clubes ingleses, espanhóis e italianos ponderam anunciar a criação de uma liga fechada. Se isto acontecer, nós - UEFA, FA, RFEF, FIGC, Premier League, La Liga e Serie A, mas também a FIFA e todas as nossas outras associações - continuaremos unidos no esforço de travar este projeto cínico, baseado em interesses próprios de alguns clubes numa altura em que, mais do que nunca, a sociedade precisa de solidariedade", começa por dizer a UEFA, em comunicado.

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Bayern e Paris SG recusam juntar-se à Superliga Europeia. Federação alemã e presidente francês aplaudem 

Bayern Munique e Paris SG

Emmanuel Macron: "Projeto ameaçador da solidariedade e do mérito desportivo"

Destaque para a declaração clara de Emmanuel Macron, presidente francês, que se congratulou pela "recusa dos clubes franceses em participar num projeto ameaçador da solidariedade e do mérito desportivo" e "protegerá a integridade das competições das federações, a nível interno e europeu".

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Comissário considera Superliga europeia contrária aos valores da UE

Margaritis Schinas afirmou esta segunda-feira

Clubes fundadores da Superliga avisam FIFA e UEFA de ação judicial

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Os 12 clubes fundadores da Superliga avisaram esta segunda-feira os líderes da FIFA e da UEFA que vão perseguir ação judicial para impedir os esforços destas organizações no sentido de proibir o avanço da nova competição.

Numa missiva a que a agência noticiosa Associated Press teve acesso, os clubes espanhóis, ingleses e italianos que formam parte da nova prova avisam Gianni Infantino, presidente da FIFA, e Aleksander Ceferin, líder da UEFA, que poderão ter de recorrer aos tribunais para levar avante o projeto.

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