Arábia Saudita vai organizar o Mundial em 2034
Trata-se de um passo em frente na sua estratégia de ‘sportswashing’ (organizar provas desportivas para melhorar a reputação de um Estado que não respeita os direitos humanos).
A Arábia Saudita deu, na quarta-feira, um passo em frente na sua estratégia de ‘sportswashing’ (organizar provas desportivas para melhorar a reputação de um Estado que não respeita os direitos humanos), depois de a FIFA lhe atribuir a organização do Mundial 2034, num regresso à Ásia 12 anos após o Qatar.
A decisão do organismo assenta numa lógica de dividir os ovos pelo maior número de cestas possível, potenciando assim o ganho económico. Uma estratégia onde se inclui o Mundial que Portugal vai coorganizar.
O projeto ibérico de receber a principal prova de seleções é antigo. Teve o primeiro revés em dezembro de 2010, quando o Mundial 2018 foi atribuído à Rússia. Quando o processo de candidaturas para 2030 e 2034 se iniciou, Portugal e Espanha voltaram a juntar forças.
A hipótese de uma aliança com Marrocos, inicialmente rejeitada (pelas críticas de violação dos direitos humanos e o conflito no Saara Ocidental), foi recuperada quando a Ucrânia saiu de cena (devido à suspensão do presidente da federação por desvio de verbas e ao arrastar da guerra com a Rússia). E assim o projeto ibérico já não teria um país da confederação africana como opositor.
Como a concorrência europeia ficou afastada quando as ilhas britânicas desistiram de se candidatar ao Mundial em troca de a UEFA lhes dar a organização do Euro 2028, faltava afastar a América do Sul da corrida.
A FIFA queria uma candidatura única da Europa e a solução foi criar a Comemoração do Centenário. Para assinalar os 100 anos do primeiro Mundial que decorreu no Uruguai, o país vai receber um jogo. A Argentina, vice-campeã em 1930, acolhe outro. O Paraguai, onde está a sede da confederação sul-americana, recebe o terceiro.
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