Caso Cardoso Varela: O desaparecimento do jogador de 15 anos do FC Porto que motivou queixa na FIFA
Agente do atleta já reagiu e justificou que foi tudo feito com o consentimento da família.
Jogou, e destacou-se, na última temporada nas camadas jovens do FC Porto. As boas exibições valeram-lhe a chamada à seleção portuguesa de sub-17, ao serviço da qual brilhou no Europeu dessa faixa etária. Mas desde que vestiu a camisola de Portugal, os 'azuis e brancos' nunca mais souberam dele e até já apresentaram uma queixa na FIFA a esse respeito.
O jogador, nascido em Angola, terá viajado no sábado com os agentes Faustino Gomes e Wilson Sardinha para a Croácia, avança o Record.
Segundo o jornal desportivo, o negócio implicará uma vinculação de Cardoso Varela ao NK Dinamo Odranski Obrez, do 3.º escalão do país balcã, até fazer 16 anos, a 29 de outubro, quando passa a poder assinar um contrato profissional.A intenção será usar o clube croata como trampolim para uma equipa alemã, detalha o Record, que adianta a possibilidade do negócio envolver outras equipas e de agentes não autorizados a receber comissões pelos jogadores menores de idade.O FC Porto apresentou queixa na FIFA para defender a posição dos 'dragões', mas também para salvaguardar o jovem jogador, que acreditam que pode estar refém de interesses monetários dos envolvidos.Agente diz que está tudo a ser feito com o consentimento da famíliaUm dos agentes envolvidos no caso já justificou a ida para a Croácia, que contou com "consentimento da família". Faustino Gomes nega a existência de um "rapto"."Em nenhum momento constou o meu nome oficialmente nos documentos, quer na procuração quer no contrato com a Puma ou mesmo com o FC Porto. Sempre foi a família que assinou. Ficou provado para as autoridades competentes que não houve rapto, mas foi sim tudo feito com consentimento da família do miúdo", escreveu, num comunicado enviado às redações.O agente diz que o processo começou com Fernando Gomes, mas que, "infelizmente", se arrastou por muito tempo. Faustino esclarece que André Villas-Boas tentou resolver as negociações, mas não houve entendimento com a família do atleta."É um processo que começou com Fernando Gomes, o Bibota, e veio arrastando-se por muito tempo infelizmente. O presidente Villas-Boas - que assumiu a presidência poucos dias antes do término do contrato no dia 30, domingo passado - tudo fez para levar este caso a um bom porto, mas infelizmente não houve acordo com a família depois da reunião de dia 28 com o diretor do FC Porto e 29 com o senhor presidente Villas-Boas, um dia antes do término do contrato de formação."Faustino assegura que o seu papel não vai sobrepor-se às intenções da família, de quem diz seguir "as coordenadas"."São eles que mandam como dita a lei. Não posso abandonar o miúdo que não tem culpa de nada só que não houve acordo ambas as partes. Tenho boa relação com o presidente Villas-Boas - ainda hoje [sábado] estivemos a falar porque tenho mais atletas no FC Porto. Ele sabe qual é a minha posição nesse processo", justificou.
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