Classe de Luis Díaz dá vitória frente ao Sp. Braga e mantém dragão na liderança

FC Porto voltou a desperdiçar muito, só que o colombiano é outra loiça.

13 de dezembro de 2021 às 01:30
João Mário ganha lance a Francisco Moura, durante o jogo Foto: Lusa
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Não estava sol, nem chuva, mas que jeito deu ao FC Porto o chapéu de Luis Díaz no único golo de uma vitória mais transpirada do que inspirada. Vantagem mínima com lucro máximo para os dragões: voltam a colar-se ao Sporting no topo da classificação, a quatro pontos do Benfica.

Com ambas as equipas a ressacarem na sequência de resultados menos positivos na Europa, Conceição e Carvalhal optaram por mudar, sendo que o primeiro alterou até a fórmula tática, prescindindo de Taremi para colocar Grujic num 4x3x3.

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E o filme do jogo começa com o dragão como ator principal e os visitantes a remeterem-se a um papel mais defensivo. Díaz rematou por cima (8’) e Vitinha obrigou Matheus a uma boa defesa (13’). Só que quando o Sp. Braga se esticou na trama, provocou um enorme estrondo - tiro de Moura ao poste (15’).

Depois, duas coisas que têm sido recorrentes na temporada dos azuis-e-brancos. Primeiro, Pepe com queixas físicas. A seguir, golo de Díaz. Pode parecer confuso, mas foi mesmo quando estava tudo na expectativa para perceber se Fábio Cardoso substituía o capitão que a ligação colombiana Uribe-Díaz só terminou na baliza de Matheus depois de um belíssimo chapéu da estrela portista sobre o guarda-redes brasileiro.

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A verdade é que Pepe ainda ficou em campo a ver uma bomba de Uribe a rasar o poste e só depois deixou o relvado, com apenas mais um momento de interesse na primeira parte: um cabeceamento de Grujic ao lado, aparentemente em fora de jogo.

Fora de jogo ficaram, ao intervalo, Fabiano e Paulo Oliveira no Sp. Braga, e Wendell no FC Porto. A segunda metade trouxe ao dragão um fantasma conhecido: a finalização. Matheus roubou uma bola de golo a Díaz e depois foi Otávio a decidir mal um lance que termina com Evanilson a falhar o alvo num gesto de calcanhar. À hora de jogo, Vitinha também não conseguiu bater o guardião arsenalista.

Os técnicos foram ao banco para a reta final do encontro. Subiu, então, o Sp. Braga e Ricardo Horta teve uma claríssima oportunidade para empatar, que atirou ao lado. Aos 81’, Zaidu não fecha o jogo e Díaz, pouco depois, também ficou a centímetros de o fazer. Ora, até final, os dragões agarraram-se à bola, tal como Diogo Costa, que segurou um dos pontapés de canto de cisne do Sp. Braga.

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"Humildade de perceber que o Sp. Braga é forte"

"Foi um jogo excelente, uma publicidade para o nosso país. Duas equipas que lutam pelos mesmos objetivos", disse o técnico Sérgio Conceição, elogiando a entrada da sua equipa em jogo, mas lamentando a falta de eficácia: "Tivemos três ou quatro ocasiões em que podíamos ter ido para o intervalo com outro resultado". "Tenho a humildade de perceber que o Sp. Braga é forte e por isso ajustei a equipa. Foi um bom jogo e uma vitória merecida", destacou Sérgio Conceição, que lamentou os problemas físicos de alguns jogadores.

Análise ao jogo

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Análise aos jogadores

FC Porto

Luis Díaz - Já começam a faltar adjetivos para qualificar este craque azul-e-branco. Encheu o campo, só era travado em falta, marcou o golo da vitória e esteve a centímetros do segundo. Brilhante.

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Diogo Costa – Sem grande trabalho, mas sempre seguro.

João Mário – Foi pela direita que o Sp. Braga conseguiu criar mais perigo

Pepe – O capitão ressentiu-se e saiu à meia hora.

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Mbemba – Jogo muito positivo. Assertivo a defender e rápido a espreitar o ataque.

Wendell – Não foi por acaso que Sérgio Conceição o substituiu ao intervalo.

Grujic – Não foi a melhor noite do médio, mas até esteve perto do golo ao minuto 69.

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Otávio – Correu que se fartou e pôs em campo toda a sua criatividade. Um dos melhores da noite.

Uribe – Vai ser difícil roubarem-lhe a titularidade. Exemplar a defender e brilhante a construir.

Vitinha – Rápido e irrequieto, foi uma dor de cabeça para a defesa do Sp. Braga.

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Evanilson – Aquele passe a isolar Luis Díaz foi soberbo.

Fábio Cardoso – Não tremeu perante a responsabilidade de substituir Pepe.

Zaidu – Entrou muito bem e até esteve perto do golo.

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Sérgio Oliveira – Com ele, a equipa ganhou fulgor.

Taremi – Mal se viu.

Corona – Entrou ao minuto 90 para se saber que existe.

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Sp.Braga

Matheus - Foi graças ao guardião que o Sp. Braga saiu do Dragão só com um golo sofrido. O arrojo aos pés de Díaz, evitando o 2-0, só está ao alcance dos melhores. No golo, nada podia fazer. 

Fabiano – Falta-lhe ritmo competitivo e ficou nas covas no golo de Luis Díaz.

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Tormena – De fora há algumas jornadas, foi o melhor da última linha arsenalista.

Paulo Oliveira – Terá sido o cansaço, mas o jogo de ontem não lhe correu bem.

Bruno Rodrigues – Um miúdo com quem Carvalhal pode contar. É craque.

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Francisco Moura – A bola ao poste, ao minuto 15, foi a melhor oportunidade do Braga. Um trabalhador de qualidade.

Al Musrati – Estava a errar passes, o que não lhe é habitual, e saiu ao intervalo.

Piazón – Muito longe do que já se lhe viu fazer. Ontem só correu e fez faltas.

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André Horta – Deu o litro e no primeiro tempo foi o mais esclarecido. Mas falta ritmo.

Ricardo Horta – Aquele falhanço, ao minuto 71, espelha o jogo de ontem da equipa.

Abel Ruiz – Passa por um evidente momento de falta de forma. Parecia perdido.

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Guilherme – Não foi por ele que o perigo apareceu.

Yan Couto – Deu bem conta do recado.

Vitinha – Obrigou a equipa do FC Porto a recuar. É jogador.

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Chiquinho – Fora de forma. o Gorby – Sem tempo.

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