Dívida líquida do universo Benfica supera os 200 milhões de euros
Águias divulgam contas consolidadas do 1.º semestre da temporada.
A dívida líquida de todo o universo Benfica aumentou 1,2% no 1.º semestre desta temporada. Segundo as contas consolidadas divulgadas esta sexta-feira pelas águias (engloba as modalidades que estão na esfera do clube e o futebol profissional que é da égide da SAD), depois de esgotado o valor em caixa ficavam a faltar 204 milhões de euros para pagar a totalidade dos empréstimos obtidos. Este montante é ligeiramente superior aos 199,4 milhões que competem exclusivamente à SAD, de acordo com o relatório comunicado pela sociedade à CMVM há mês e meio.
As contas individuais do clube fecharam os primeiros seis meses da época com um resultado positivo de 6,7 milhões de euros, uma vez que os rendimentos (36,7 milhões) superaram os gastos (30 milhões). Com o atual administrador financeiro, Nuno Catarino, o Benfica passou a repercutir nas suas contas os resultados da SAD, por ser o acionista maioritário. Assim, o lucro declarado entre julho e dezembro de 2025 é de 29 milhões. Uma redução de 5,6 milhões (16%) face ao período homólogo.
No que toca ao balanço consolidado, o resultado operacional dispara para os 53,7 milhões positivos. Com custos financeiros de 5,9 milhões e impostos de 3,2 milhões, o lucro final baixa para os 44,6 milhões. Deste montante são atribuídos 29,5 milhões ao Benfica enquanto clube, com os restantes 15,2 milhões distribuídos por outras partes (os acionistas privados da SAD encarnada).
Ativo e passivo aumentaram, respetivamente, para 649,7 milhões e 569,4 milhões, mas também os fundos patrimoniais sofreram um forte incremento: mais do que duplicaram, de 35,8 milhões para 80,2 milhões.
Novo empréstimo custo 1,3 milhões
O Benfica tem em curso um novo empréstimo obrigacionista, no qual está a pedir 40 milhões de euros. O valor pode ser aumentado até dia 21, mas nem todo ficará nos cofres encarnados.
No prospeto da emissão, a SAD encarnada revela que vai pagar 1,118 milhões de comissões de coordenação e colocação. Descontados mais 206 mil euros de outros custos, a receita líquida é de 38,68 milhões de euros.
Custo das eleições dispara para 3,2 milhões
Apesar de se ter previsto que as eleições do Benfica custassem até 5 milhões de euros, a fatura final ficou nos 3,2 milhões. A despesa explica-se pela adoção do voto eletrónico presencial em 108 secções de voto em Portugal e no estrangeiro, certificado por uma entidade independente. Antes de se avançar para essa solução, por falta de acordo entre as listas para o voto à distância, a estimativa de custo era de 550 mil euros.
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