Figo pede demissão de Infantino e acusa líder da FIFA de "desonrar o cargo"
Para Figo, o atual presidente da FIFA "mentiu, enganou e tentou enriquecer às custas do jogo que deveria servir".
O antigo capitão da seleção portuguesa de futebol Luís Figo pediu esta quarta-feira a demissão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmando que o suíço "desonrou o cargo que prometeu elevar".
"Hoje, junto-me a outros de todo o nosso jogo e peço que Gianni Infantino renuncie ao cargo de presidente da FIFA", escreveu na rede social X o ex-futebolista, que chegou a ser candidato à presidência do organismo que tutela o futebol mundial.
Para Figo, o atual presidente da FIFA "mentiu, enganou e tentou enriquecer às custas do jogo que deveria servir".
"Perdeu o apoio da sua equipe sénior, dos seus conselheiros mais próximos, da vasta maioria das pessoas que dedicam as suas vidas a este desporto e até mesmo, ao que parece, do vencedor do Prémio da Paz da FIFA [Donald Trump]", considerou.
Estas declarações foram feitas pelo internacional português após a publicação de um artigo de opinião no tabloide britânico 'Daily Mail', no qual criticou Gianni Infantino.
"É tarde demais para salvar sua dignidade, mas não é tarde demais para salvar o futebol. Ele deve ir embora. Agora", acrescentou o ex-atleta do Sporting, FC Barcelona, Real Madrid e Inter Milão.
O presidente da FIFA tem sido alvo de forte contestação pela polémica tentativa de vender parte dos direitos comerciais do Mundial a entidades privadas -- um plano que acabou por recuar perante a indignação pública e que agora coloca o seu cargo sob pressão.
"O que vi nos últimos dias foi o comportamento mais baixo, desonesto, cobarde e egoísta que já testemunhei. E estou no futebol há muitos anos. O homem que fez isto, forçando tais mudanças para se enriquecer a si e aos seus amigos, é coisa do passado e não deveria fazer parte do futuro deste desporto", escreveu.
No artigo, Figo insiste que Infantino cometeu "abusos" contra a reputação do futebol e recorda os comentários do presidente da federação jordana, o príncipe Ali bin Al Hussein, que classificou o comportamento do atual presidente como "mafioso".
Em 2015, o internacional português chegou a avançar com uma candidatura à presidência da FIFA, mas acabou por desistir, criticando a ausência de debate público entre os candidatos e classificando o processo como "tudo menos uma eleição".
Nesse ano, Joseph Blatter foi reeleito para um quinto mandato, antes de se demitir na sequência do escândalo de corrupção que levou à detenção de vários dirigentes.
Nas eleições seguintes, que viriam a ser vencidas por Gianni Infantino, Figo manifestou apoio ao suíço, escrevendo na altura que tinha sido "um grande prazer" estar com ele no 'match for children' e desejando-lhe sucesso na corrida à liderança da FIFA.
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