FPF investiga lavagem de dinheiro no futebol português pela maior organização criminosa do Brasil
Empresários terão tentado adquirir de forma anónima clubes como Varzim, Vilaverdense e Felgueiras.
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai instaurar processos para investigar eventuais ilícitos relacionados com suspeitas de lavagem de dinheiro no futebol pela maior organização criminosa do Brasil, Primeiro Comando da Capital (PCC).
Esta decisão surge após uma notícia do ‘Público’ que refere que ao longo do último ano, empresários ligados ao PCC terão tentado adquirir de forma anónima clubes como Varzim, Vilaverdense e Felgueiras.
Um dos suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC — e centro das negociações com os clubes — é Ulisses de Souza Jorge, agente de Éder Militão. Propôs a compra da futura SAD do Varzim SC, operação que falhou. Junto do brasileiro Lino de Menezes, investigado pelas autoridades brasileiras por ligações ao PCC, Ulisses Jorge fez ainda uma proposta ao Vilaverdense (2 milhões de euros) e ao Felgueiras (2,5 milhões de euros).
“Quando se identifica uma estrutura do PCC em Portugal com esse nível de organização interna e de integrantes, significa que está muito bem estruturada e com carácter de permanência”, disse Lincoln Gakiya, promotor público brasileiro, na mesma notícia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt