Frederico Varandas avisou duas semanas antes sobre preços dos bilhetes para o clássico

Sporting informou FC Porto por email de que já não ia ceder ingressos com um preço mais baixo.

30 de dezembro de 2019 às 08:37
Frederico Varandas Foto: Sérgio Lemos
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O adepto comum do FC Porto descobriu na passada sexta-feira, quando chegou às bilheteiras do Dragão, que em vez de um preço reduzido teria de pagar o máximo previsto no regulamento da Liga de Clubes para assistir ao clássico com o Sporting, em Alvalade, no dia 5 de janeiro. Mas o clube portista já sabia há vários dias desse aumento.

"O presidente do Sporting enviou um email, há cerca de duas semanas, a avisar que ia terminar com o protocolo" que tinha com o FC Porto para os jogos entre as duas equipas, que estipulava um preço dos bilhetes para os adeptos visitantes abaixo da tabela. Quem o garante ao CM é Fernando Madureira, chefe dos Super Dragões.

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A entrada para o clássico para os adeptos portistas custou 31 euros e não os 25 antes acordados pelos dois clubes. A subida do preço não impediu que os pouco mais de 2500 ingressos à venda no Dragão tivessem esgotado durante este domingo.

Como o CM avançou, a decisão de acabar com os bilhetes mais baratos partiu de Frederico Varandas e está relacionada com o conflito com a Juventude Leonina e o Diretivo Ultras XXI. "O presidente entendeu que as pessoas beneficiadas por esse acordo eram 99,9% das claques", revelou ao CM fonte do Sporting, acrescentando que, "uma vez que o protocolo com esses grupos de adeptos já não está em vigor, não faz sentido o clube estar a financiá-los indiretamente" quando se realizar a deslocação ao Dragão na 2ª volta - os adeptos leoninos vão pagar 31 euros em vez de 25.

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"É uma decisão que vai prejudicar todos os adeptos e, no fundo, os clubes", lamentou Fernando Madureira.

Conflito leva a pedido de insolvência

Conflito leva a pedido de insolvência

A Socas Investment avançou com um pedido de insolvência da Sporting SAD devido ao não pagamento de uma dívida relacionada com a intermediação de jogadores. Como ainda não foi notificado, o clube de Alvalade não reage. Mas o CM sabe que um dos motivos para a Socas avançar para tribunal é a diferença de valores.

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A empresa do agente José Fouto reclama 2,8 milhões em comissões de negócios envolvendo Piccini, Nani e William Carvalho, mas no último relatório trimestral a SAD leonina só reconhece uma dívida de 1,193 milhões.

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