Leão infeliz não vai a Madrid
A bola que Catamo chutou e o poste devolveu, podia ter sido a da felicidade.
Chegou ao fim o brilhante percurso sportinguista na Liga dos Campeões. Que só não terá continuidade em Madrid (como tanta gente começou a sonhar depois do Barcelona ter sido eliminado pelo At, Madrid), porque em Alvalade Havertz obteve o golo que valeu a continuidade do Arsenal após os 180 minutos e o poste devolveu a dois minutos do intervalo a bola chutada por Geny Catamo, naquela que foi, até ao minuto 84 (bola rematada por Trossard devolvida pelo mesmo poste), a grande oportunidade do tático jogo de Londres.
Olhando ao que se passou, pode dizer-se que terá faltado algum atrevimento ofensivo aos leões, mas tendo em conta que do outro lado estava uma das equipas da atualidade, líder da Premier League e com um golo no bolso, deveria a equipa de Rui Borges ter entrado “à maluca” ou procurar anular a desvantagem com base nas suas rorinas? Funcionou esta premissa e uma vez que os gunners também não quiseram carregar no ataque, só um “golpe de asa” podia dar a volta aos acontecimentos. Foi o que se passou com Catamo, mas a sorte não esteve do seu lado.
Aliás, tirando as bolas devolvidas pelo mesmo poste, não houve mais nenhuma oportunidade daquelas de deixar o adepto a arrepelar-se e cada uma das equipas – o Arsenal liderado por Rice, o Sporting por Hjulmand – travou elevado duelo tático, que acabou por favorecer os ingleses, fruto do tal golo de Havertz.
Terminou, então, o percurso leonino, mas aquilo que o Sporting fez nesta Champions entra para a história e a sua saída de cena só pode honrar Rui Borges e os futebolistas que lidera!
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