“O Benfica é que fez espionagem”, diz Francisco J. Marques

Garante que agiu em nome do interesse público. Não sabe quem lhe mandou os mails.

11 de abril de 2019 às 01:42
Francisco J. Marques Foto: Ricardo Jr.
Francisco J. Marques Foto: Ricardo Jr.
Francisco J. Marques Foto: Ricardo Jr.
Francisco J. Marques e Diogo Faria no lançamento do livro ‘Polvo Encarnado’ Foto: Move Notícias

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"Não fui autorizado, nem fui impedido." Francisco J. Marques assumiu a responsabilidade, a par de Diogo Faria, pelo trabalho de recolha e divulgação dos mails do Benfica, garantindo que os administradores da SAD do FC Porto desconheciam o seu conteúdo.

"Não foi delineada qualquer estratégia com a administração. Comuniquei-lhes o que ia fazer no primeiro programa. Eles nem atribuíram, no início, grande importância ao tema da cartilha", referiu, em tribunal, na ação cível que opõe Benfica ao FC Porto e em que é réu. Questionado sobre se tinha planeado a forma como iria divulgar as coisas, Marques hesitou e o juiz avisou-o para não fazer ninguém de "parvo".

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O dirigente garantiu sempre que atuou como "jornalista, embora sem carteira", em nome do "claríssimo interesse público" e que não era o único a divulgar os mails que, sublinhou, são alvo de investigações e de notícias até internacionais: "Fi-lo pelo interesse público e, em parte, do FC Porto e dos outros clubes prejudicados".

Marques aproveitou o caso das SMS privadas de Fernando Gomes que chegaram a Pedro Guerra. "Estamos aqui porque o Benfica acha que o FC Porto fez espionagem. O Benfica é que fazia espionagem." "Entende que é uma entidade mafiosa", perguntou o juiz? "Não sei se será a palavra, mas procurava condicionar o decurso das provas."

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A fonte que ‘imita’ Rui Pinto

Assume que até pode ser a mesma pessoa do blog Mercado de Benfica e que, um dia, aquela lhe disse ter "coisas complicadas para a Justiça", frase similar ao que já foi dito por Rui Pinto. Sobre as coincidências da viagem de Diogo Faria a Budapeste e ligação ao hacker, diz que "é tudo mentira"

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