“O Benfica é que fez espionagem”, diz Francisco J. Marques
Garante que agiu em nome do interesse público. Não sabe quem lhe mandou os mails.
"Não fui autorizado, nem fui impedido." Francisco J. Marques assumiu a responsabilidade, a par de Diogo Faria, pelo trabalho de recolha e divulgação dos mails do Benfica, garantindo que os administradores da SAD do FC Porto desconheciam o seu conteúdo.
"Não foi delineada qualquer estratégia com a administração. Comuniquei-lhes o que ia fazer no primeiro programa. Eles nem atribuíram, no início, grande importância ao tema da cartilha", referiu, em tribunal, na ação cível que opõe Benfica ao FC Porto e em que é réu. Questionado sobre se tinha planeado a forma como iria divulgar as coisas, Marques hesitou e o juiz avisou-o para não fazer ninguém de "parvo".
O dirigente garantiu sempre que atuou como "jornalista, embora sem carteira", em nome do "claríssimo interesse público" e que não era o único a divulgar os mails que, sublinhou, são alvo de investigações e de notícias até internacionais: "Fi-lo pelo interesse público e, em parte, do FC Porto e dos outros clubes prejudicados".
Marques aproveitou o caso das SMS privadas de Fernando Gomes que chegaram a Pedro Guerra. "Estamos aqui porque o Benfica acha que o FC Porto fez espionagem. O Benfica é que fazia espionagem." "Entende que é uma entidade mafiosa", perguntou o juiz? "Não sei se será a palavra, mas procurava condicionar o decurso das provas."
A fonte que ‘imita’ Rui Pinto
Assume que até pode ser a mesma pessoa do blog Mercado de Benfica e que, um dia, aquela lhe disse ter "coisas complicadas para a Justiça", frase similar ao que já foi dito por Rui Pinto. Sobre as coincidências da viagem de Diogo Faria a Budapeste e ligação ao hacker, diz que "é tudo mentira"
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