Reviravolta leva Sporting à Final Four da Taça da Liga em jogo com teatro e dramatismo

Leões estiveram a perder por 0-2, mas acabaram por dar a volta no marcador, jogando com dez elementos.

22 de dezembro de 2019 às 01:30
Acuña antecipa-se a Tabata perante o olhar atento de Wendel, num jogo em que os leões estiveram a perder por 0-2 Foto: Lusa
Portimonense - Sporting Foto: Correio da Manhã
Portimonense - Sporting Foto: Correio da Manhã
Jogadores do Sporting Foto: Correio da Manhã
Portimonense - Sporting Foto: Correio da Manhã
Portimonense - Sporting Foto: Correio da Manhã

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O Sporting apurou-se este sábado para a final four da Taça da Liga com uma reviravolta sobre o Portimonense, vencendo por 4-2 um jogo com teatro e algum dramatismo.

Os leões estavam obrigados a vencer a partida para ambicionarem a defesa da Taça da Liga. Uma gastroenterite limitou Luiz Phellype e Jesé acabou dispensado, devido ao nascimento do filho. Mas as maiores contrariedades ainda estavam para vir.

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Os algarvios, também com hipóteses de apuramento, não facilitaram. Com um futebol rápido, foram criando problemas. Mathieu, que não estava nos seus dias, que o diga.

Jackson Martínez parecia endiabrado, mas o menino Maximiano agarrou com unhas e dentes a titularidade. Um punhado de defesas de elevadíssimo nível foi mantendo o sonho do apuramento. Jackson só conseguiu marcar de grande penalidade, após uma falta de Rafael Camacho. Houve uma reação leonina, mas a cerimónia na hora de rematar complicou. O balde de água fria chegou com um autogolo de Mathieu.

Bruno Fernandes pegou então no jogo e colocou uma bola na cabeça de Vietto, que reduziu ainda antes do intervalo. A festa durou pouco, pois Bolasie foi expulso, injustamente.

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A segunda parte começou com nova defesa de Max, acabando a bola por bater no poste. Camacho acabaria por redimir-se do penálti com um golão. Mesmo com menos um elemento, o Sporting dominava o jogo. A reviravolta chegou pelo recém-entrado Plata, uma estreia a marcar. Luiz Phellype, mesmo condicionado, colocou o resultado em 4-2. O apuramento chegou com a vitória do Gil Vicente sobre o Rio Ave (1-0).

Maximiano agarra o sonho

Ristovski – Não subiu tanto como é habitual.

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Coates – Seguro e eficaz. Safou Mathieu várias vezes.

Mathieu – Uma noite para esquecer, com um autogolo.

Acuña – Relegado mais para as tarefas defensivas.

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Doumbia – Pouco critério no passe. Discreto.

Wendel – Jogou mais recuado e revelou falta de rotina

Bruno Fernandes – Mais duas assistência para golo.

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Rafael Camacho – Fez penálti e redimiu-se com golão.

Bolasie – Impetuoso e esforçado. Expulsão injusta.

Vietto – grande golo de cabeça a reacender a esperança.

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Luiz Phellype – Matou o jogo, com uma bomba no 4-2.

Gonzalo Plata – É o autor da reviravolta. Um golo decisivo. o Battaglia – Refrescou.

+ O golão de Rafael Camacho

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Depois de ter cometido a falta do penálti, que deu o 2-0 ao Portimonense, nunca se deixou afetar e acabou por marcar um golão. Tirou um defesa do caminho e rematou de ângulo difícil para o 2-2.

- Teatro de Willyan

Não vale tudo para ganhar. Willyan simulou uma agressão na cara, enganando o árbitro, que expulsou Bolasie com duplo amarelo. Há culpa do árbitro, mas estas atitudes não ficam bem a profissionais.

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João Pinheiro enganado

O juiz internacional João Pinheiro foi enganado por Willyan e expulsou mal Bolasie. Num jogo sem VAR fica com o benefício da dúvida. De resto deixou jogar e a partida até aqueceu. Bem ao mandar jogar Bruno Fernandes, quando este reclamou uma grande penalidade. Acabou contestado.

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