Torreense celebra "momento histórico" com regresso ao Jamor

Depois da longínqua época de 1955/56, em que perdeu diante do FC Porto no duelo decisivo (2-0), o Torreense volta a disputar o jogo decisivo da segunda prova mais importante do calendário do futebol português.

24 de abril de 2026 às 11:23
Jogadores do Torreense festejam acesso à final da Taça de Portugal no Jamor Foto: David Cabral Santos
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A segunda presença na final da Taça de Portugal de futebol representa um momento histórico para o Torreense, da II Liga, que coroa o trabalho desenvolvido no emblema de Torres Vedras, segundo o diretor desportivo do clube.

"É um trabalho que começou há algum tempo. É o coroar. Temos trabalhado todos os dias, época após época, e o crescimento do clube também tem sido evidente. É um momento histórico e que o clube também desejava e ansiava", sublinhou André Sabino, em declarações à agência Lusa, garantindo, ainda assim, que "não é mais do que uma qualificação para uma final".

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O Torreense carimbou na quinta-feira o 'passaporte' para a final da prova rainha, sete décadas depois da primeira e única participação, ao vencer na receção ao Fafe, da Liga 3, por 2-0, na segunda mão da meia-final, depois da igualdade no primeiro jogo.

No Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, os golos tardios de David Bruno, aos 85, e de Stopira, já aos 90+13, de grande penalidade, resolveram uma eliminatória que estava igualada depois do empate, 1-1, na primeira mão, no Minho.

Questionado sobre o duelo decisivo -- diante do Sporting e agendado para 24 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras --, o dirigente enalteceu que será a confirmação do que tem sido "o projeto desportivo do clube" e que será uma "excelente oportunidade para os jogadores se mostrarem e valorizar-se o trabalho que tem sido feito".

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"Temos de festejar, mas focar no passo seguinte, que é o campeonato. O jogo do Jamor, lá mais à frente, logo vamos pensar nele", advertiu também, antes de deixar uma mensagem aos adeptos que lotaram o Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, para o embate da meia-final.

"A massa humana que esteve aqui presente é representativa daquilo que é a grandeza do clube. Houve momentos do jogo em que realmente nos apoiaram e empurraram, nós também temos vindo a puxar por eles ao longo do percurso, e acho que esta comunhão também nos ajudou a conseguir este feito histórico que, sobretudo, é para eles. Que festejem", regozijou.

Depois da longínqua época de 1955/56, em que perdeu diante do FC Porto no duelo decisivo (2-0), o Torreense volta a disputar o jogo decisivo da segunda prova mais importante do calendário do futebol português.

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Para lá chegar, e além do Fafe, eliminou também o Correlhã (3-1), a Oliveirense (5-4 nas grandes penalidades, depois do 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento), o Lusitânia de Lourosa (0-1), o Casa Pia (1-2) e a União de Leiria (3-1).

A presença na final da Taça e luta pela subida -- é terceiro na II Liga -, seguem-se a outros feitos recentes do emblema saloio, como as conquistas em 2025 da Liga Revelação e, no feminino, da Taça de Portugal e da Supertaça feminina.

Para Sabino, o este sucesso é o reflexo da ideologia que tem sido aplicada em todo o clube.

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"A diversidade demonstra que não é só uma pessoa e que é um trabalho de várias que, com uma ideia comum e uma comunhão do que é a nossa ambição, rigor e exigência, têm ajudado a levar o clube para outros patamares. Este trajeto é muito meritório para todos. Desde o futebol feminino, do futsal, da Liga Revelação... e do futebol profissional. O Torreense pode prometer que não quer ficar por aqui", rematou.

Assegurada a presença na final da Taça, o Torreense volta a jogar na terça-feira, no terreno do Feirense, para a 31.ª jornada da II Liga.

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