Secretário de Estado frisou que todos os agentes desportivos "são responsáveis" no combate a este fenómeno.
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O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, refutou esta quinta-feira a ideia de uma generalização da violência no futebol e frisou que todos os agentes desportivos "são responsáveis" no combate a este fenómeno.
Em declarações à margem de uma cerimónia de homenagem aos 'Lisbon Lions', a equipa do Celtic que venceu a Taça dos Campeões Europeus de 1967 no Estádio Nacional, no Jamor, o governante reconheceu, porém, que "não há varinhas mágicas" para acabar com estes episódios e que este será sempre "um combate de longa duração" para todos.
"Recuso uma ideia de generalização da violência no desporto. Não existe. Há no futebol cerca de 174 mil jogos por época. Há, de facto, episódios e fenómenos que são condenáveis, como as agressões aos árbitros, mas que são também muitas vezes o envolvimento das próprias famílias, o fenómeno da violência associada às claques e aos próprios dirigentes desportivos", disse.
No entender de João Paulo Rebelo, dirigentes, atletas e treinadores têm "responsabilidades acrescidas" na luta contra a violência, até porque esta "não faz parte do desporto": "Há um amplo consenso na sociedade portuguesa a este respeito e nós só temos de consubstanciar estas vontades e trabalhar ao nível das mentalidades".
Sobre o caso da morte de um adepto italiano na madrugada do passado sábado, horas antes do dérbi Sporting-Benfica (1-1) da 30.ª jornada da I Liga de futebol, nas imediações do Estádio da Luz, o secretário de Estado do Desporto considerou o acontecimento "gravíssimo", mas recusou associá-lo ao futebol.
"Não tem nada a ver com o futebol. É um caso de polícia, que está a ser investigado e que tem de seguir os trâmites normais. O que aconteceu é um crime. Isto não pode acontecer. Isto não é um discurso de desvalorização, estou, antes pelo contrário, a chamar todos à responsabilidade", explicou João Paulo Rebelo.
Paralelamente, o titular da pasta do Desporto no Governo não quis abordar a guerra de palavras entre os presidentes de Benfica e Sporting, Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho, respetivamente, após o dérbi, salientando apenas a condenação desse acontecimento por parte dos dois líderes dos clubes.
"O que vi foram condenações por parte dos agentes desportivos de uma forma absolutamente generalizada, incluindo os responsáveis máximos de Benfica e Sporting. Depois, há outros comentários que são feitos e eu não os enquadro minimamente no que teve que ver com essa fatalidade. Teve que ver com a disputa de um jogo e de um campeonato", finalizou.
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