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Eriksson, o adeus a um senhor do futebol

Treinador sueco morre aos 76 anos, vítima de cancro no pâncreas.

27 de agosto de 2024 às 01:30

No Benfica marcou uma era, porque quando chegou ao futebol português, em 1982, dele se disse ser uma lufada de ar fresco. O título de campeão nacional ganho no primeiro ano confirmou uma aura especial. E logo ali marcou lugar na história do clube.

Sven-Goran Eriksson, cidadão sueco nascido na pequena cidade de Sunne, morreu esta segunda-feira, aos 76 anos, vitimado por um cancro no pâncreas.

O futebol perde uma figura digna, que sempre pautou a sua presença no meio pela elegância e fair play. Um ‘gentleman’ como diriam os ingleses, que um dia lhe entregaram o comando da seleção. 

Após uma carreira menor como futebolista, Eriksson sacudiu a sua própria existência, e também o mundo do futebol, quando levou o modesto Gotemburgo à conquista da Taça UEFA, em 1982. Fernando Martins, então presidente do Benfica, não perdeu tempo a contratá-lo.

Na Luz amplificou o sucesso. Em dois anos ganhou dois campeonatos, uma Taça de Portugal e foi a uma final da Taça UEFA. Haveria de regressar mais tarde ao local onde foi feliz, para ganhar mais um campeonato e uma Supertaça. Fez depois carreira pelo Mundo, com maior sucesso em Itália.

Durante cinco anos foi selecionador de Inglaterra e a partir daí a carreira entrou em plano descendente. Nunca ao ponto de se perder na memória dos portugueses e acima de tudo dos adeptos do Benfica.

Durante cinco anos foi selecionador de Inglaterra e a partir daí a carreira entrou em plano descendente. Nunca ao ponto de se perder na memória dos portugueses e acima de tudo dos adeptos do Benfica.

REAÇÕES

“Tínhamos uma amizade com mais de 40 anos. Ganhou o respeito e admiração de todos os quadrantes pela forma de estar no desporto e no futebol. Deixa esse legado, além de força e coragem.”

“É um dia muito triste para os benfiquistas. Um forte abraço a toda a família. Para nós foi e será sempre um orgulho enorme por termos tido na nossa casa um homem tão importante e tão bom.”

“Triste saber do falecimento de Eriksson. Encontrei-me com ele várias vezes enquanto selecionador da Inglaterra e fiquei impressionado com o seu carisma e paixão pelo jogo. Um cavalheiro.”

“Como pessoa do futebol, ele sempre liderou com entusiasmo e com um sorriso. Em nome da FIFA e da nossa comunidade mundial, envio as minhas condolências à família e aos amigos.”

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