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Correio da Manhã

Desporto
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À frente mesmo sem Jesus

Leões não se deixaram abalar pela expulsão do treinador.
Leonardo Ralha 31 de Agosto de 2015 às 01:00
João Real e Slimani no lance em que os leões reclamaram penálti
João Real e Slimani no lance em que os leões reclamaram penálti FOTO: Paulo Calado

O Sporting chegou à liderança, em igualdade pontual com o FC Porto e o Arouca, ao vencer a Académica por 3-1 num jogo em que Jorge Jesus foi expulso no final do primeiro tempo. Não lhe perdoaram os vigorosos protestos quando Bruno Esteves mandou seguir após Slimani cair na grande área adversária, pouco depois de o árbitro ter assinalado penálti contra os leões numa jogada semelhante, que permitiu a Rabiola reduzir para 2-1.

Jesus assistiu à segunda parte do alto, na bancada – ainda ficou alguns minutos junto ao relvado, com o solidário Bruno de Carvalho –, e não deu o tempo por mal gasto. Ao contrário dos últimos jogos, os seus apóstolos mantiveram a intensidade no ataque e raros erros cometeram na defesa. Até beneficiaram de dois penáltis: Adrien atirou a bola ao poste no primeiro, a punir desvio com o braço de Fernando Alexandre ao remate de Carlos Mané, e foi dispensado de marcar o segundo, cobrado por Aquilani (Fernando Alexandre viu o segundo amarelo por agarrar Slimani), que fez o resultado final aos 83’. Pela primeira vez nesta época, venceram um jogo oficial sem ser pela margem mínima.

Na ressaca do adeus à Champions e do empate caseiro com o Paços de Ferreira, dificilmente o jogo poderia ter arrancado melhor para os visitantes. Após excelente passe de Adrien, Carlos Mané entrou na grande área, aguentou a carga do defesa e fez o primeiro golo, aos 6’. O internacional sub-21 português foi uma das novidades do onze titular, tal como os laterais Esgaio (João Pereira cumpriu castigo) e Jefferson, que foi sobretudo um extremo enquanto teve força.

O Sporting dominava por inteiro, sucedendo-se jogadas de perigo, potenciadas pela presença de Slimani junto aos centrais da Académica. João Mário pôde ampliar aos 15’, mas rematou à figura de Lee, desperdiçando o centro atrasado de Carrillo. Já Slimani não teve contemplações aos 24’, com um chapéu facilitado pelo efeito que o corte incompleto de João Real deu ao passe de Carrillo. Três minutos depois, Paulo Oliveira levou a bola à baliza, mas o árbitro assinalara falta de Slimani. Mais grave foi o desperdício de Teo Gutiérrez, deixado frente ao guarda-redes Lee pelo cruzamento perfeito de Carlos Mané, com a defesa parada a reclamar um fora de jogo inexistente.

Clique para aceder à rubrica com a opinião de Octávio Ribeiro, diretor do CM, sobre este tema: Vídeo árbitro
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