Presidente do clube mostrou-se confiante com o plantel de "qualidade" conseguido com as mais recentes contratações.
O Presidente do Benfica, Rui Costa justificou esta terça-feira os negócios do Benfica (entradas e saídas) no mercado de Verão, mostrando-se confiante com o plantel de "qualidade" conseguido com as mais recentes contratações.
"Temos um plantel mais uma vez de 25 jogadores, sem jogadores em excesso; com forte presença da formação - 8 ou 9, se contabilizarmos o João Rego. Mas acima de tudo com qualidade, homogéneo e mais competitivo do que o ano passado. Equilibrado do ponto de vista desportivo e financeiro. Numa análise geral do que foi feito, colmatando saídas que foram necessárias colmatar, apetrechando o plantel, acredito plenamente que conseguimos o que pretendíamos. Vejo um plantel competitivo, forte, equilibrado, com dois jogadores por posição. Com todos prontos para a titularidade. Era isso que nos guiava. Mas procurando dar mais equilíbrio", garantiu Rui Costa.
Saída de João Neves
Questionado pela BTV, o Presidente do Benfica justificou a saída do avançado João Neves com a proposta irrecusável do Paris Saint-Germain. Rui Costa admite ter gostado trabalhar com o jogador português, no entanto o mercado ditou a transferência do atleta que. O presidente defende que os atletas devem seguir com as suas carreiras e, por isso, o clube não "corta as pernas a ninguém".
"O João não queria sair, mas há números que se tornam inevitáveis para o jogador e para o clube. O valor de venda de 60 que pode chegar - e chegará - aos 70 disseram que era baixo. Primeiro, quando se trata de qualidade, carisma e vindo da formação, todos achamos que não tem preço. Mas temos de olhar para o mercado e ver como está a funcionar. Terá sido o mais baixo desde 2016, não houve uma transferência acima dos 100 milhões. Não estamos para bater recordes, a mais cara foi um avançado campeão do Mundo por 75 milhões de euros. Na atualidade, o mercado tem tendência para baixar, espero que não se confirme, mas é uma realidade. A transferência do João está no top-5 deste mercado e se chegar aos 70 milhões de euros será a segunda. Quero dizer bem claro o ponto de situação deste mercado. Este preço no atual mercado é um valor extremamente alto. Custa sempre ver partir um dos nossos meninos, mas não podemos dizer que não", explicou.
Saída de Marcos Leonardo
Relativamente à saída de Marcos Leonardo, Rui Costa admitiu corresponder a uma estratégia desportiva da equipa e ter sido necessário reforçar a posição de ponta-de-lança, contratando para tal Pavlidis.
"Numa equipa que está apontada a jogar no máximo com 2 avançados foi nossa aposta ficar com 2 pontas-de-lança, o Pavlidis e o Arthur Cabral, e outro que possa jogar em duas posições no ataque, o Amdouni. É por isso que saiu o Casper [Tengstedt] e o Marcos. É outro jogador que fomos evitando as propostas que chegaram mais cedo, até que chegou uma de 40 milhões de euros. Apesar de ser um jogador jovem e de ter uma margem de progressão elevada, é preciso notar que isso só acontece se jogarem. Ora, havendo um grande risco de o Marcos não ser titular e de ter poucos minutos de utilização, tínhamos que aceitar uma proposta de 40 milhões de euros".
Saída de David Neres
Apesar de ter elogiado a qualidade "inegável" de David Neres, o presidente das águias afirmou que a oscilação do jogador motivou a "mudança de ares".
"Já no ano passado houve propostas e houve ideia do lado dele de mudar de ares. Pensámos que era melhor e aconteceu. Este ano houve mais propostas para um campeonato que também lhe agradava. Em termos de plantel, achámos por bem. Implicou também a vinda do Kerem, um jogador que joga nos dois flancos... o Neres gosta mais de jogar na direita. Não era um titular indiscutível. Procurámos uma solução diferente", justificou.
Saída de Morato
Sobre a saída de Morato, Rui Costa assemelhou-a à de Marcos Leonardo.
"No ano passado foi muitas vezes sacrificado numa posição que não era a sua. Quando se falam em vendas parece que só queremos vender. Com a continuidade de Otamendi, António Silva e ascensão de Tomás Araújo... entendemos não desvalorizar o ativo e não prejudicar a carreira do jogador. Deixámo-lo seguir a sua carreira. Deixámos o plantel com os outros três centrais e um central vindo da formação", respondeu Rui Costa.
Saída de João Mário
"Quebra de um elo" foi o que Rui Costa disse para justificar a saída de João Mário: "Algo se partiu pelo meio, entendemos ser melhor cada um seguir o seu caminho".
Saída de Paulo Bernardo
Paulo Bernardo saiu "um pouco à imagem do que foi feito com o Jota, sem prender as pernas aos jogadores e deixá-los seguir as carreiras".
Chegada de Aktürkoglu
Rui Costa justifica chegada de Aktürkoglu no último dia de mercado com as novas leis de emigração e restrição adjacentes.
"Perdemos o Neres, um jogador criativo mas que preferia jogar pelo lado direito. Entendemos que precisávamos de um desequilibrador que pudesse atuar em ambos os flancos. O Aktürkoglu deixou marca nos 3 jogos que já disputou, esperamos que continue assim. A sua chegada vai ao encontro do equilibrio do plantel pois tínhamos menos criadores pela esquerda, libertando assim o Aursnes para outras tarefas. Temos ainda o Prestianni e o Schjelderup, jovens muito talentosos mas que ainda não devem ter a responsabilidade de serem já os abre latas da equipa. Confiamos muito neles e é a prova que temos equipa para o presente mas também para o futuro".
Chegada de Amdouni
A vinda de Amdouni para o Benfica em muito se deve à capacidade do jogador "muito forte" fazer "várias posições": Ainda agora no Bessa entrou para o lado esquerdo, tem muita presença na área e pode fazer as 4 posições da frente. Ainda está a entrosar-se. Vai ser importante esta época. Tem um empréstimo com opção de compra... não conseguimos trazê-lo por inteiro", deixou claro o presidente.
Chegada de Renato Sanches
Rui Costa não deixou de afirmar que o jogador não teve "fulgor nos últimos anos", condição que não impediu ao clube dar uma nova oportunidade "a um jogador da casa". O presidente acredita na recuperação e vontade do atleta.
Chegada de Kaboré
"Preencher a lateral direita. É jovem, que vem emprestado. Vem sem opção de compra porque o City não permitiu. Chegou na última semana de mercado, ainda não conhece os colegas, mas temos que ter calma, é um jogador jovem. Sei que não entrou bem no primeiro jogo, num ambiente difícil, mas vamos ter um pouco de calma", disse.
Chegadas de Beste e Barreiro
Vinda de Beste e Barreiro deve-se à necessidade de colmatar problemas do passado: as laterais.
"Um dos problemas que tivemos no ano passado eram as laterais. Precisávamos de completar as laterais este ano. Ficámos com o Carreras que se está a afirmar e era preciso mais um jogador. Identificámos o Beste, um lateral muito ofensivo. Temos muita confiança nele e tem características que procurávamos. O Leandro conhecêmo-lo há muito tempo. Iria ficar livre e antecipámos o mercado. Chegámos à fala com ele. Tivemos muita facilidade nesta contratação, porque o Leandro queria muito vir, tem uma grande paixão pelo Benfica. É um jogador de plantel."
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